Governador de Minas Reitera Foco na Presidência
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, deixou claro nesta segunda-feira que não tem interesse em ser vice de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência nas eleições do próximo ano. A afirmação do político mineiro ressalta sua determinação em seguir como candidato à presidência, algo que já havia sido anunciado no ano passado. Zema, em uma coletiva durante sua agenda em Minas, enfatizou: ‘Eu sou pré-candidato (à presidência), como já acontecido anteriormente, e vou até o final’.
A declaração de Zema surge após o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, ter comentado ao GLOBO, na semana passada, que o governador seria o “melhor nome” para compor a chapa como vice na candidatura bolsonarista. Para Nogueira, a experiência de Zema em seu mandato à frente do governo de Minas o torna um forte candidato, especialmente com o eleitorado indeciso na região Sudeste.
Perspectivas da Eleição de 2024
Ciro Nogueira também apontou que a decisão da próxima eleição pode depender significativamente do voto do eleitorado indeciso do Sudeste. Zema, com suas entregas nos dois mandatos como governador, poderia se beneficiar com essa dinâmica. O presidente do PP ainda comentou sobre o perfil de Zema, sugerindo que sua gestão pode servir como um contraponto às críticas que Flávio Bolsonaro pode enfrentar devido à falta de experiência no Executivo.
“Espero que ele (Flávio) não cometa o erro que seu pai (o ex-presidente Jair Bolsonaro) cometeu ao escolher Braga Netto como vice no ano passado, em vez da senadora Tereza Cristina. Essa escolha não apenas acenou para um eleitorado específico, mas também resultou em uma derrota nas urnas. A escolha do vice precisa ser muito mais estratégica”, alertou Ciro.
O Cenário da Disputa pela Presidência
Em agosto, Zema deu início à sua pré-candidatura à presidência, apresentando um discurso que focou em sua trajetória como um empresário de sucesso e enfatizando que chegou sem padrinhos e privilégios. Durante suas falas, o governador aproveitou para criticar a gestão do PT, questionar ações do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e reiterar a importância de valores como o liberalismo e a livre iniciativa. Ele também destacou suas iniciativas em Minas Gerais nas áreas de educação, segurança pública, merenda escolar, responsabilidade fiscal e infraestrutura.
Além de Zema, outros governadores alinhados ao bolsonarismo, como Ronaldo Caiado (União-GO) e Ratinho Júnior (PSD-PR), também estão na corrida pela presidência. A vitória de um deles em outubro representaria uma quebra significativa, sendo o primeiro governador a assumir o Planalto em 37 anos, desde que Fernando Collor, de Alagoas, superou Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno.

