A Prisão que Causou Reações
Integrantes do Partido Social Democrático (PSD), que apoia o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, expressaram surpresa e suspeitas de retaliação política após a prisão do vereador Salvino Oliveira, ocorrida na quarta-feira, 11 de outubro. Ele foi um dos alvos da Operação Red Legacy, que, além de Oliveira, resultou na detenção de dez policiais militares nesta segunda-feira.
No âmbito do partido, figuras proeminentes enfatizaram que a prisão do vereador possui “cara de retaliação” em resposta às declarações feitas por Eduardo Paes, que destacaram anteriormente as prisões de membros e apoiadores do governador Cláudio Castro, relacionados ao Comando Vermelho. Contudo, publicamente, a cúpula do PSD tem se mostrado cautelosa em suas declarações sobre a ação da Polícia Civil, considerando que os motivos por trás da detenção de Oliveira ainda não estão claramente definidos.
Desde a prisão de Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), no final de 2025, Eduardo Paes tem utilizado um tom incisivo ao se referir a deputados estaduais e aliados do governador, os chamando de “tchuchucas do Comando Vermelho”. As palavras do prefeito refletem um sentimento de indignação com as ligações entre figuras do governo estadual e o crime organizado.
Em suas redes sociais, Paes desabafou: “Perdi a conta de quantos dirigentes do governo do Estado foram detidos por ligação com o crime organizado. Este é apenas mais um caso. Já tivemos secretários envolvidos com traficantes em presídios federais, outros que entregavam operações contra o crime e até mesmo secretários presos por conexões com bicheiros. A lista é extensa!”
Repercussão da Prisão nas Redes Sociais
Após a detenção de Salvino Oliveira, o governador Cláudio Castro não hesitou em se manifestar nas redes sociais. Ele republicou imagens da operação realizada pela Polícia Civil, enfatizando a gravidade da situação. Castro destacou: “Polícia Civil prende o braço direito do Comando Vermelho dentro da Prefeitura do Rio! 🚨”
O governador, ao se referir a Oliveira, que já ocupou o cargo de secretário municipal de Juventude, mencionou que a prisão ocorreu após investigações que apontaram ligações entre o vereador e a facção criminosa. O contexto complexo da política fluminense, permeado por escândalos e prisões relacionadas ao crime organizado, continua a gerar debates acalorados.
Enquanto o PSD tenta entender os desdobramentos da prisão de seu membro, a situação revela as tensões cada vez mais evidentes entre os grupos políticos do estado. O questionamento sobre a motivação por trás da prisão de Oliveira pode se desdobrar em uma série de implicações políticas e jurídicas, podendo afetar tanto a imagem do partido quanto a do governo.
A expectativa agora é sobre como essas circunstâncias irão se desenrolar e quais serão os próximos passos do PSD e do prefeito perante essa nova crise. O clima é de incerteza, e tanto aliados quanto opositores observam de perto os acontecimentos que podem moldar o futuro político do Rio de Janeiro.

