Celebrando a Tradição do Samba
O Sesc São Paulo promove uma experiência autêntica ao convidar o público para a roda de samba sem microfones, permitindo que todos sintam a essência do samba como ele realmente é: no gogó e na energia compartilhada. Essa proposta não apenas resgata a tradição, mas também se insere na rica história cultural do samba, lembrando iniciativas icônicas como o Cacique de Ramos, que reafirma a resistência e a memória desse gênero musical tão significativo.
Nesta edição especial, o projeto tem a honra de receber o Resenha de Crioulas, uma roda de samba composta exclusivamente por mulheres influentes na cena do samba paulista. Fundado em 2018 por Jessica Souza, o grupo ganhou destaque com a colaboração das talentosas musicistas Luana Souza e Priscila Fabiano. Desde sua criação, o foco do Resenha de Crioulas foi a arrecadação de alimentos e agasalhos para instituições e famílias em situação vulnerável, destacando seu compromisso social desde o início.
Ao longo de sua trajetória, o Resenha de Crioulas teve a oportunidade de se apresentar em diversos locais e eventos de grande relevância, como várias unidades do Sesc SP, a Casa de Cultura do Jardim Tremembé, além de ter marcado presença no programa É de Casa da Rede Globo. O grupo também participou do Movimento Paulistano de Comunidades de Samba, do Festival Gira Cultural, e ainda do Pagode da Tia Doca, no famoso Quintal da Tia Dica no Rio de Janeiro, e do Kizomba Cultural, em Belo Horizonte, entre outros.
A Roda de Samba e seu Contexto Social
O Resenha de Crioulas não apenas promove a música, mas também desempenha um papel fundamental na luta pela visibilidade e valorização das mulheres no samba. A participação ativa de mulheres na música brasileira é um aspecto que vem ganhando cada vez mais força, e o grupo se destaca como um exemplo inspirador. A roda de samba, que acontece no Sesc, proporciona um ambiente acolhedor, onde o público pode cantar, dançar e celebrar a cultura de forma coletiva, sem as barreiras que muitas vezes a música eletrônica impõe.
A proposta de realizar a roda sem microfones é uma forma de trazer o público para mais perto, permitindo que todos experimentem a música de maneira visceral. Como afirma uma das integrantes, “samba é uma vivência e não apenas uma apresentação”, ressaltando a importância da energia compartilhada entre os músicos e a plateia.
Além de ser um espaço de diversão, o Resenha de Crioulas também é um local de resistência e luta. Com a crescente valorização da música feita por mulheres, o grupo se torna uma plataforma para novas vozes e talentos femininos, ajudando a moldar um futuro mais igualitário na música. A sinergia que se forma na roda de samba é um reflexo dessa luta, onde cada nota tocada e cada canto entoado ecoam a força e a resiliência das mulheres no samba.
A Importância do Resenha de Crioulas
O impacto do Resenha de Crioulas vai além da música; ele se estende à construção de um legado cultural que promove a inclusão e a solidariedade. As arrecadações feitas nas rodas são destinadas a causas sociais, fortalecendo a ideia de que o samba pode ser um agente de transformação. Através da música, o grupo não só entretem, mas também contribui para a melhoria das condições de vida de muitas pessoas.
Assim, o resgate da tradição samba no gogó, aliado ao compromisso social do Resenha de Crioulas, evidencia como a música pode ser um poderoso veículo de mudança e inclusão. O Sesc São Paulo, ao apoiar esses projetos, reforça seu papel como um espaço privilegiado de cultura, diversidade e resistência, fazendo ecoar a voz do samba em sua forma mais pura e envolvente.

