Um Marco Histórico para o Setor Turístico
No dia 30 de outubro, o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, expressou sua satisfação com o leilão de venda assistida do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, conhecido como Galeão. Para ele, trata-se de “um marco para o turismo brasileiro” e um passo significativo para a modernização do setor.
O leilão, organizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, ocorreu na sede da bolsa de valores de São Paulo, a B3, e teve como vencedora a empresa espanhola Aena. O lance final de R$ 2,9 bilhões representa um impressionante ágio de 210,88% sobre o valor mínimo estipulado, de R$ 932 milhões.
Feliciano destacou que o Galeão se firmará como um dos principais hubs internacionais da América Latina, prometendo um aeroporto moderno e funcional que atenderá à crescente demanda de turistas que chegarão ao Brasil nos próximos anos. “Um leilão histórico. Um marco para o nosso turismo, para o Rio de Janeiro e para o Brasil”, comemorou o ministro.
Com esta concessão, a Aena passa a gerir integralmente o Galeão, o terceiro aeroporto mais movimentado do país, até 2039. O acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU) estabelece também o fim da participação acionária da Infraero, que anteriormente detinha 49% das ações.
O secretário nacional de Infraestrutura, Crédito e Investimento no Turismo, Carlos Henrique Menezes Sobral, representou o ministro durante o leilão. Além da Aena, empresas como a suíça Zurich Airport Internacional e a brasileira Rio de Janeiro Aeroporto S.A. também estiveram presentes nas negociações.
Após essa vitória, a Aena administrará agora 18 aeroportos no Brasil, abrangendo dois blocos de concessões nos eixos Nordeste e Centro-Sul/Norte, fortalecendo sua presença no setor.
Inaugurado em 1952, o Aeroporto Internacional do Galeão é uma das principais portas de entrada do Brasil, com um fluxo recorde de 17,5 milhões de passageiros em 2025, o maior desde o início da série histórica em 2000. Essa conquista reflete não apenas o crescimento do turismo, mas também a importância do Galeão como um ponto estratégico para viajantes internacionais e nacionais.

