Pressão no vestiário e cobranças de Neymar
Durante a coletiva, o técnico Cuca comentou sobre a cobrança feita por Neymar a dois jogadores do Santos, Gabriel Bontempo e João Ananias, após o empate por 2 a 2 com a Chapecoense. Segundo o treinador, situações de tensão são naturais dentro do ambiente esportivo. “No vestiário temos um ditado que é sagrado. O que acontece teria que morrer no vestiário, mas aqui não. Começa no vestiário e acaba com vocês no mesmo dia. Daqui a pouco vocês sabem outra aí. Mas é, daqui a pouco. Acontece. Cobrei hoje lá. Nós temos deixado o adversário finalizar tanto, tipo de cobrança também, lógico que sem ofender ninguém. Tem que ter para menino, para velho.”
Cuca destacou ainda que momentos de destempero são comuns, até mesmo em ambiente familiar, sem comprometer o caráter dos envolvidos. “Tem momento em que se está destemperado, não fala algo na tua casa assim? A tua família não leva a ferro e fogo, mas que você é uma boa pessoa. Como Neymar é, como todas as pessoas aqui são. São coisas que acontecem, nem quero entrar em detalhes, nem estava perto, mas é passado. Temos que fazer do limão uma limonada e nos unir mais um pouco”, afirmou.
Conversa sobre futuro e planejamento da equipe
O camisa 10 do Peixe também conversou com Cuca sobre suas perspectivas no clube. O técnico reforçou que Neymar demonstra comprometimento e desejo de continuar no Santos. “Neymar é um cara muito fácil de lidar. Uma boa pessoa. Perguntei isso, perguntei para ele o que era o anseio dele de agora até o fim do ano. Falou que está aqui porque gosta do Santos, de jogar, que é o prazer da vida dele. Ele está bem. Era combinado que eles jogariam meio-tempo. Eles entraram na segunda parte do jogo, iam entrar de qualquer forma, fazia parte do planejamento para estarem em condição boa para sábado e terça-feira. Lembram muito, lembro do Ronaldinho em 2012 para o Galo, foi maravilhoso para o Galo e para o Ronaldo. Tem grandes semelhanças, sim”, declarou.
Desempenho na partida e desafios a superar
Cuca avaliou o desempenho do Santos na partida contra a Chapecoense, ressaltando a dificuldade em evitar finalizações do adversário e a necessidade de equilíbrio na equipe. “Começamos o jogo com 4 a 1. Tomamos um gol no finalzinho e aqui. Buscávamos ter um bom rendimento. Quando consegue sequência de bom jogo, para jogar com lanterna do campeonato, tropeço jogando em casa, você perde parte da confiança, o próprio torcedor, a cobrança até diferenciada até razão. Quando se toma um gol, isso dobra o peso, tivemos que nos remontar, passar por cima de uma situação delicada emocionalmente e reverter.”
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O treinador também ressaltou o volume ofensivo, apesar das oportunidades desperdiçadas. “Perdemos muitos gols. Remontamos, fizemos o terceiro, o quarto, o gol anulado, bola na trave. Em termos de construção foi ótimo, 25 finalizações, aproveitamento foi pequeno, o que preocupa o treinador mais do que tudo é ter tomado dois gols em casa. Deixar o adversário finalizar o dobro de vezes do que finalizou lá. Essas coisas que saio com ela na cabeça e hoje vou pensar muito, encontrar o equilíbrio”, completou.
Próximos compromissos e escalação
Com a atenção voltada para a Copa do Brasil, o Santos se prepara para enfrentar o Remo em partidas decisivas nas datas de 1 e 4 de agosto, na Vila Belmiro e no Mangueirão, respectivamente. Cuca garantiu a presença de Neymar nas duas partidas. “Todo resultado interfere. Estávamos aí por uma vitória no sábado para ter uma sequência de bons jogos e vitórias para dar uma subida na tabela. Não pense que o sábado foi bem dormido, que o domingo foi agradável. Te xingam de tudo se você coloca o pé na areia domingo. Teve trabalho que não teve a vitória. O que é combinado não é caro. Pessoal entende. São planejamentos que a gente tem e vamos cumpri-lo à risca. Conto com ele nos dois jogos”, explicou.
Ajustes táticos e equilíbrio na equipe
Sobre as variações no meio-campo, Cuca destacou a busca por equilíbrio e sincronismo, mencionando o desempenho do volante Oliva. “Tenho variado. Tem momentos do Arão, acho como ele tem que sair. O Oliva está se firmando nessa posição. A gente busca esse sincronismo, vamos encontrar, quem sabe aí que a gente encontre o equilíbrio da equipe. Quando joga com quatro atacantes como jogamos hoje no segundo tempo, eles ficam sobrecarregados, você vai ser muito mais ofensivo, não vai ter tudo. Tem que escolher, ou jogo mais fechadinho e jogo menos risco, em contrapartida o adversário terá menos chance de gol.”, explicou.
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O técnico também comentou sobre o planejamento para o uso de jogadores no jogo contra a Chapecoense. “Estava tudo combinado. Foi levado à risca o planejamento que tivemos de por os caras para jogarem uma parte, se não ficaria espaçado para o jogo de sábado. Jogaram 45 minutos, no início consegue ver um monte de coisa. A gente analisar também comissão técnica tudo o que vimos de bom.”, concluiu.
Perspectivas para a temporada
Cuca fez um balanço sobre o grupo e as estratégias para manter o desempenho ao longo da temporada. “Podem jogar juntos (Rollheiser, Gabigol e Neymar), vamos trabalhar. Não sei se nesse jogo. Jogaram contra San Lorenzo, jogo pesado, bem jogado, poderíamos ver vencido. São situações para analisarmos, dar o equilíbrio, muito tempo desses 22, 23 jogos. Tivemos equilíbrio na grande maioria dos jogos. Perdemos cinco ou quatro jogadores, recuperamos jogadores que são importantíssimos.”, afirmou.
O treinador finalizou reforçando o foco na construção de uma equipe confiável e ajustada. “O trabalho pode ser bem reconduzido, temos que encontrar esse equilíbrio para ter uma equipe confiável, ajustar as linhas, trabalhar com menos risco, é trabalho do treinador isso tudo. Às vezes não vai contentar o grupo, temos que pensar no time. Os quatro jogos, nós fizemos 8 a 3 na UCV, empatamos com a Chape e perdemos do Botafogo. O jogo da Chape que não foi legal, mas muita chance de gol perdida. Se a gente botar o pé na forma e fazer 20% do que criamos, a gente vai vencer os jogos.”, concluiu.

