Panorama da disputa para o governo do Rio de Janeiro
Nove candidatos oficializaram suas candidaturas para as eleições ao governo do Rio de Janeiro em 2026, uma a mais que no pleito anterior. O prazo final para registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi no sábado (15). Essa eleição promete movimentar o cenário político estadual, com impactos institucionais e articulações que refletem diretamente no tabuleiro nacional.
O atual cenário é marcado pela interinidade do desembargador Ricardo Couto de Castro, que assumiu o comando do estado após a renúncia de Cláudio Castro (PL) para disputar o Senado, candidatura que acabou desistindo. A ausência do vice-governador Thiago Pampolha, que deixou o cargo para integrar o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), e a prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), complicaram ainda mais a linha sucessória do governo.
Principais nomes e suas trajetórias
Eduardo Paes (PSD) disputa o governo estadual pela terceira vez, buscando reverter derrotas anteriores em 2006 e 2018. O ex-prefeito do Rio de Janeiro conta com o apoio direto do presidente Lula (PT), um fator que pode influenciar a dinâmica eleitoral e as alianças políticas.
Por outro lado, Douglas Ruas (PL) foi escolhido para representar o partido na disputa estadual, atuando como palanque para Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial. Filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), Douglas traz experiência como presidente da Assembleia Legislativa e ex-secretário de Cidades no governo Cláudio Castro.
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Anthony Garotinho (Republicanos), ex-governador do estado, pode ter sua candidatura impugnada devido a uma condenação que resultou na suspensão dos seus direitos políticos por oito anos, conforme decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Seu histórico político inclui mandatos como prefeito de Campos dos Goytacazes e candidatura à Presidência da República em 2002.
Os demais candidatos e suas propostas
André Marinho (Novo), comunicador e empresário de 32 anos, estreia na política disputando o governo estadual. Sua vice é Erigreyce Monteiro, tenente-coronel da Polícia Militar do Rio. Coronel Busnello (Missão), ex-subcomandante do Bope e reserva da PM, tenta pela terceira vez um cargo eletivo, tendo Rafa Luz como vice.
Cyro Garcia (PSTU), historiador e ex-bancário, presidente do partido no Rio, concorre novamente ao governo após participação no pleito de 2022. Sua vice é Perciliana Rodrigues, também do PSTU. Juliete Pantoja (UP), educadora popular e militante do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), busca o cargo pela segunda vez, acompanhada de Bia Martins como vice.
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Luan Monteiro (PCO), estudante e dirigente partidário, concorre pela primeira vez ao governo, tendo Caetano Albuquerque como vice. William Siri (PSOL), economista e vereador do Rio em segundo mandato, aposta em políticas voltadas para as regiões periféricas, com Juliana Carvalho como vice.
Impactos institucionais e próximos passos
A disputa pelo governo do Rio de Janeiro em 2026 traz consigo desdobramentos institucionais relevantes. A articulação dos candidatos e suas respectivas chapas refletem não apenas na governabilidade estadual, mas também nas alianças nacionais que podem influenciar o próximo ciclo político na capital fluminense e no país. A definição dos candidatos e o cenário de incertezas na sucessão executiva abrem espaço para movimentações estratégicas nos próximos meses.
O eleitor terá diante de si um leque diverso de opções, que vão desde nomes tradicionais da política até novatos com propostas diferenciadas. A presença de figuras como Eduardo Paes, Douglas Ruas e Anthony Garotinho, acompanhada de candidatos emergentes, indica uma disputa que deve ser acompanhada com atenção pelos efeitos administrativos e políticos que dela advirão.

