São Paulo enfrenta crise além do campo após derrota para o Boca Juniors
O São Paulo perdeu para o Boca Juniors, mas a dor que acompanha essa derrota vai muito além do placar. Durante a partida em La Bombonera, o time mostrou um ataque ineficiente, incapaz de marcar gols e sem criatividade para furar a defesa adversária. No Morumbi, a única chance clara veio com um cabeceio de Gustavo Santana que acertou a trave. O time sentiu o peso da inanição ofensiva e a ausência de gols em jogos consecutivos contra rivais como Boca e Palmeiras.
A escolha técnica de Dorival Júnior tem sido questionada, pois a equipe não conseguiu balançar a rede até os minutos finais, quando Domingos Duarte marcou de cabeça aos 88 minutos. Essa dificuldade reflete problemas que vão muito além da escalação e do desempenho em campo.
Problemas administrativos e clima interno fragilizam o clube
O que mais incomoda o torcedor são-paulino não é apenas a derrota contra o Boca Juniors, mas o quadro estrutural que se arrasta há quinze anos. A gestão do clube tem se mostrado incapaz de resolver questões básicas como o pagamento de salários, evidenciado pelo áudio vazado do presidente Harry Massis, que negou ter prometido quitar atrasados, apesar dos contratos assinados.
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Essa instabilidade afeta diretamente o ambiente do vestiário, com jogadores desunidos e cobranças internas que comprometem a harmonia do grupo. O São Paulo falha ao não oferecer suporte mínimo e ao tratar atletas de maneira desigual, como no caso de Calleri, Rafael e Luciano, que acabam tendo que arcar com compromissos que deveriam ser responsabilidade da diretoria.
O desafio da reconstrução e o papel das próximas eleições
Perder para o Boca Juniors não deveria ser mais doloroso do que derrotas para times considerados menores, como Penapolense, Juventude ou Bragantino. Apesar da luta e da garra demonstradas, a realidade do clube é marcada pela falta de preparo dos dirigentes para enfrentar os desafios do futebol contemporâneo.
O São Paulo precisa aproveitar as eleições de final de ano para promover uma transição que retome a dignidade e a competitividade do clube. Não é uma tarefa simples, sobretudo num contexto político nacional conturbado, mas o torcedor merece mais do que comemorar gols nos acréscimos ou lamentar decisões de arbitragem controversas.
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Fonte: triangulodeminas.com.br
O clube sempre foi maior do que suas crises momentâneas e precisa urgentemente se reencontrar para superar os obstáculos que o mantêm estagnado há anos.

