Ação aceita pelo TSE questiona desfile com enredo sobre Lula
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, autorizou a abertura de uma ação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A medida visa analisar possíveis irregularidades durante o Carnaval de 2026, especificamente no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, cujo enredo destacou a trajetória política de Lula.
A representação foi protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL). A denúncia aponta supostos crimes eleitorais, incluindo abuso de poder político e econômico, além do uso indevido dos meios de comunicação social durante o desfile ocorrido em fevereiro. Lula e Alckmin terão cinco dias para apresentar suas defesas após a notificação oficial.
Detalhes da acusação e impacto institucional
Segundo a ação, o presidente teria se beneficiado de repasses financeiros feitos pela prefeitura do Rio de Janeiro e pela Embratur para a escola de samba, após a confirmação do tema do desfile. Apesar da justificativa dos órgãos públicos de que o apoio financeiro é destinado a todas as escolas participantes do Carnaval, a denúncia questiona a transparência desses repasses, incluindo ainda outras contribuições privadas sem esclarecimento.
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Outra alegação diz respeito ao potencial uso indevido da comunicação social, uma vez que o desfile foi transmitido em TV aberta e na internet, o que, segundo a representação, teria proporcionado maior exposição e tempo de campanha antecipada ao candidato do PT. Com o aceite da ação, o processo seguirá tramitando no âmbito do TSE.
O desfile e a presença de Lula na Sapucaí
O enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” marcou a abertura do Grupo Especial das Escolas de Samba do Rio de Janeiro em 15 de fevereiro. A narrativa retratou a trajetória de Lula desde sua infância em Garanhuns (PE) até sua ascensão e retorno à Presidência após prisão.
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Lula acompanhou o desfile da Sapucaí de um camarote, ao lado do então prefeito Eduardo Paes e aliados políticos, sem participar diretamente. A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, também não desfilou, sendo representada pela cantora Fafá de Belém na parte final do desfile. O ator Paulo Vieira interpretou Lula e a atriz Dira Paes representou sua mãe durante o espetáculo.

