Interação entre humanos e cães ganha novo papel em Nova Iguaçu
Na última quinta-feira (17), a Prefeitura de Nova Iguaçu deu um passo adiante em políticas públicas ao apresentar o Programa ELO, que utiliza a interação assistida por cães como recurso para promover cuidado, acolhimento e bem-estar. A iniciativa teve início na Residência Inclusiva II, um equipamento da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), que abriga jovens e adultos com diferentes deficiências. O projeto-piloto é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Defesa e Proteção dos Animais (SEMDEPA) e prevê intervenções planejadas e acompanhadas por profissionais especializados.
Metodologia adaptada para públicos específicos
O ELO se baseia em atividades cuidadosamente adaptadas às necessidades de cada grupo atendido, podendo ser aplicadas em áreas como Educação, Saúde e Assistência Social. A ideia é que o contato com os cães estimule a comunicação, a socialização e o desenvolvimento cognitivo e emocional dos participantes, além de contribuir para a criação de ambientes mais acolhedores e humanizados.
Marcelo Reis, secretário da SEMDEPA, destaca que o programa amplia a atuação da pasta ao mostrar que a proteção animal pode ser aliada direta no cuidado com pessoas. “O projeto pode ser implementado em diversos equipamentos públicos, principalmente nas áreas de Assistência Social e Saúde, levando intervenções estruturadas para públicos que se beneficiam dessa interação”, afirma.
Garantia de segurança e preparo dos animais
Para assegurar a segurança durante as atividades, os cães passam por avaliações rigorosas que consideram saúde, temperamento, sociabilidade e adaptação a diferentes ambientes. Durante as intervenções, aspectos como higiene, hidratação e necessidade de pausas são monitorados para respeitar os limites dos animais.
Herman Caesar, adestrador responsável pelo projeto, explica que o trabalho vai além do simples contato entre cães e pessoas: “É fundamental conhecer o comportamento dos animais e respeitar seus limites para que a interação seja segura e responsável”.
Mediação profissional para resultados eficazes
A psicóloga Andressa de Souza é responsável pela mediação das atividades e pela adaptação da metodologia para atender às características específicas de cada instituição e público. Ela ressalta o papel da interação como recurso complementar para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dos participantes, reforçando que cada intervenção é planejada para atender às necessidades específicas dos grupos.
Primeiros resultados na Residência Inclusiva II
Na experiência inicial, os residentes da unidade participaram de uma dinâmica estruturada para estimular a interação positiva com os cães. A equipe avaliou previamente o espaço, o público e os objetivos para definir a melhor abordagem, preparação dos profissionais e animais, além de estabelecer critérios para monitorar os resultados.
Daniele Ferreira Soares, psicóloga da SEMAS que acompanha a unidade, observou uma resposta positiva dos residentes: “No primeiro contato, já foi possível notar uma interação social significativa, com curiosidade e interesse espontâneo dos participantes”.
Expansão gradual do programa
O projeto-piloto permitirá o aperfeiçoamento dos processos, integração das equipes, adaptação dos cães e avaliação dos impactos. A SEMDEPA planeja expandir o programa para outras unidades públicas conforme os resultados e as demandas específicas de cada local.
O ELO conecta as áreas de proteção animal e atendimento social, criando uma ferramenta inovadora para promover acolhimento, participação e inclusão dentro da rede municipal de Nova Iguaçu.

