STF e o debate eleitoral no Rio
O Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a ser centro das atenções durante o debate promovido pelo g1 com os candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro: Carlos Jordy (PL), Marcelo Crivella (Republicanos), Marcos Dias (Podemos) e Pedro Paulo (PSD). O tema principal foi a crise que envolve a Corte, com os quatro concorrentes defendendo a investigação de ministros suspeitos e a atuação do Senado para pedir o impeachment de membros do STF.
Acusações e propostas dos candidatos
Carlos Jordy fez críticas diretas ao ministro Alexandre de Moraes, acusando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de proteger a Corte, apesar do presidente sustentar publicamente a investigação de todos os envolvidos no caso Master. Jordy afirmou que o Supremo vem ultrapassando suas atribuições e reivindicou que o Senado contenha esses excessos. “O STF se tornou um grande balcão de negócios. Alexandre de Moraes apodreceu a Suprema Corte. Temos que avançar com o impeachment para dar uma resposta para a sociedade”, disse.
Pedro Paulo também defendeu que o Senado julgue ministros com suspeitas de irregularidades. Propõe mandatos fixos para reduzir o tempo dos magistrados na Corte e a diminuição de decisões monocráticas. Para ele, é necessário discutir o tema com seriedade, sem polarização nas redes sociais: “Não coaduno com desvios de conduta de ninguém. Mas precisamos fazer esse debate sem lacração nas redes sociais”.
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Fonte: belzontenews.com.br
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Fonte: vitoriadabahia.com.br
Reformas e equilíbrio entre os poderes
Marcelo Crivella destacou a importância de reformar o funcionamento do Supremo. Citou projeto apresentado em 2005 que prevê sabatinas periódicas para os membros da Corte. Segundo ele, o novo Congresso eleito precisa ter coragem para aprovar mudanças no Judiciário. “Não temos equilíbrio entre os poderes. Deputados e senadores ficam respondendo a processos no Supremo e ficam com medo de aprovar algo que restrinja o poder absoluto dessa Corte”, afirmou.
Marcos Dias criticou as indicações políticas para o STF, considerando-as consequência da polarização no país. Defende a valorização e escolha de juízes de carreira para compor a Corte e propõe mandatos de oito anos, sem prorrogações: “Sou pelo mandato de 8 anos e nada mais do que isso”, resumiu.
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Fonte: soudejuazeiro.com.br

