Decisão do TSE altera cenário eleitoral no Rio de Janeiro
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio do ministro Floriano de Azevedo Marques, definiu que os votos destinados a Anthony Garotinho (Republicanos) nas eleições para o governo do Rio de Janeiro devem ser anulados. Com isso, a disputa fica restrita a dois candidatos: Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL). A determinação foi publicada no dia 2 de outubro de 2026 e representa um movimento decisivo na corrida eleitoral estadual.
Impacto direto na disputa e posicionamentos políticos
Segundo pesquisa Datafolha, sem a presença de Garotinho na contagem, Eduardo Paes lidera com 49% dos votos válidos, enquanto Douglas Ruas detém 40%. Paes mantém alinhamento político com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto Ruas apoia Flávio Bolsonaro (PL). A decisão do ministro Floriano, integrante do grupo próximo a Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal, fortalece a posição de Paes na disputa.
Motivação jurídica para a exclusão de Garotinho
Apesar do nome do candidato aparecer nas urnas eletrônicas devido ao fechamento do sistema antes da decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), o TSE entende que Garotinho não pode concorrer enquanto sua situação estiver sub judice. O ministro enfatizou a necessidade de evitar incertezas para os eleitores e instabilidade no processo eleitoral, afirmando que, até o julgamento final do recurso, Garotinho não possui condição plausível de elegibilidade.
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Condenação e revogação de liminar
Em setembro, o TRE-RJ declarou inelegibilidade de Garotinho com base em condenação por ato doloso de improbidade administrativa em 2018. Inicialmente, o ministro Floriano havia concedido uma liminar permitindo que o candidato permanecesse na disputa, mas posteriormente revogou essa decisão, ressaltando que o recurso contra o indeferimento da candidatura já está em andamento e que Garotinho deve aguardar o julgamento definitivo.
“Inexistem as razões para a manutenção das garantias que foram asseguradas pela liminar antes concedida”, declarou o ministro em sua decisão final.
Próximos passos e implicações administrativas
Este desdobramento jurídico e político altera substancialmente o cenário eleitoral do Rio de Janeiro, concentrando a disputa entre dois candidatos com apoio a diferentes campos políticos nacionais. A medida do TSE representa um esforço institucional para garantir estabilidade e clareza ao processo eleitoral, enquanto o recurso de Garotinho aguarda julgamento.
A movimentação também reflete a articulação entre decisões judiciais e estratégias eleitorais, com impacto direto na administração pública estadual e no alinhamento das forças políticas regionais.

