A história eterna de Romeu e Julieta na dança
A adaptação para balé da obra imortal de Shakespeare ganhou vida musical pelas mãos de Sergei Prokofiev em 1940. A estreia aconteceu na República Tcheca, após um percurso conturbado entre as companhias Kirov de Leningrado e Bolshoi de Moscou, que inicialmente rejeitaram o projeto — a primeira não aprovou o tema e a segunda considerou a partitura complexa demais para coreografar. Diante disso, Prokofiev dedicou-se a elaborar as primeiras suítes orquestrais baseadas nos temas do balé, que hoje é reconhecido como uma das joias do repertório clássico.
Temporada no Rio de Janeiro com elenco de destaque
De 7 a 11 de outubro, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro recebe novamente Romeu e Julieta, mantendo a mesma montagem apresentada em 2024. A produção reúne a Orquestra Sinfônica e o Ballet do Municipal, sob a direção, concepção e coreografia de Luiz Fernando Bongiovanni, regência de Tobias Volkmann e direção geral de Hélio Bejani. Entre os bailarinos principais estão Márcia Jaqueline, Cícero Gomes, Juliana Valadão, além dos solistas Gabriela Cidade e Rodrigo Hermesmeyer.
Paixão e expressividade na música de Prokofiev
Segundo o maestro Tobias Volkmann, “o balé Romeu e Julieta possui algumas das mais belas páginas musicais para orquestra sinfônica já compostas”. Ele destaca que a música encanta o público por sua paixão, teatralidade e riqueza harmônica, transmitindo a intensidade do amor proibido por meio de melodias que emocionam profundamente.
Histórico de versões marcantes no Theatro Municipal
O Municipal carioca já recebeu diversas interpretações da obra. Uma das mais célebres foi a versão de John Cranko, criada em 1958 para o Ballet do Teatro Alla Scala de Milão. Revisada em 1962, foi apresentada pelo Stuttgart Ballet com os brasileiros Márcia Haydée e Richard Cragun nos papéis principais. Em 1981, essa montagem ganhou o palco do Rio com um elenco estrelado que incluía Ana Botafogo, Áurea Hammerli, Márcia Haydée e Natalia Makarova como Julieta, além de Fernando Bujones, Fernando Mendes, Richard Cragun e Stephen Jefferies como Romeu. Em 2011, Márcia dirigiu uma nova versão no Rio de Janeiro, reforçando a relevância desse clássico no cenário local.
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