Dívida Ativa e Seus Impactos na Economia Brasileira
A dívida ativa acumulada por dez setores da economia brasileira alcança quase R$ 408,2 bilhões, englobando tanto débitos tributários quanto não tributários com estados, o Distrito Federal e a União. Dentre esses, as empresas da construção civil, petróleo e agropecuária destacam-se, somando R$ 365,3 bilhões e ocupando as três primeiras posições no ranking de inadimplência.
Os dados, que foram analisados pela Folha com base em informações da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional), incluem setores variados como gestão de resíduos, telecomunicações, planos de saúde, energia elétrica, correios e entregas, apostas e jogos de azar, e armamentos. As informações são datadas de novembro de 2025.
Na quarta posição, a cadeia de gestão de resíduos apresenta débitos que atingem R$ 14,1 bilhões, um valor que, apesar de significativo, representa apenas 7,3% dos débitos do setor de construção civil e 11,7% do total da cadeia petrolífera.
Particularmente, as empresas de petróleo e derivados somam débitos de R$ 120,6 bilhões, quantia suficiente para financiar cerca de 22,3 milhões de viagens de ida e volta entre Oiapoque e Chuí em um veículo econômico, ou, impressionantemente, realizar 7,2 milhões de voltas ao redor da Terra. Destaca-se que a dívida da Refit, alvo de uma megaoperação da Receita Federal no final do ano anterior, é de R$ 26 bilhões, representando aproximadamente 21% do total do setor petrolífero.
Em relação ao setor da construção civil, os R$ 192,3 bilhões em débitos poderiam financiar 480,7 milhões de aluguéis sociais de R$ 400. Já a agropecuária, por sua vez, acumula R$ 52,4 bilhões em dívidas, o que corresponde a mais de 10% do orçamento previsto para o plano Safra de 2025/2026.

