Melhores Estratégias para Comprar Dólares
Se você está planejando uma viagem ao exterior, a questão sobre a tendência do dólar pode ser decisiva na sua programação. Com as constantes flutuações da moeda, a dúvida é: vale a pena esperar por uma possível desvalorização ou é melhor comprar agora?
Analistas consultados pela nossa reportagem recomendam uma estratégia cautelosa: adquirir a moeda aos poucos. Dessa forma, é possível evitar a pressão de preços elevados em momentos de instabilidade no mercado. Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, enfatiza a importância de formar uma reserva com antecedência: “Para quem vai viajar em breve, começar a comprar aos poucos é fundamental. O dólar é uma moeda extremamente volátil e sua cotação pode ser influenciada por diversos fatores, tornando difícil prever suas oscilações no curto prazo. Portanto, a melhor estratégia é ir comprando aos poucos, especialmente durante as quedas recentes, o que ajuda a formar um preço médio”, explica.
Essa abordagem de compra gradual, mencionada por Zogbi, é uma maneira eficaz de lidar com as flutuações cambiais. Ao adquirir dólares em diferentes momentos, o viajante evita pagar preços exorbitantes em períodos de alta, garantindo que o valor médio seja mais equilibrado. “Se o dólar já está em um nível que se encaixa no seu orçamento de viagem, o mais prudente é começar a compração gradual, diluindo o impacto da volatilidade”, recomenda Fernando Cesário, diretor de banking da Avenue. Ele ainda acrescenta que transformar a compra de moeda em um hábito, ao invés de um evento único, pode ser a chave para uma gestão financeira mais eficiente.
Vantagens e Desvantagens dos Métodos de Compra de Dólar
Com a alta demanda por alternativas práticas, surgem diferentes opções para quem deseja comprar moeda estrangeira para viagens. Entre as alternativas, estão as contas globais. Conhecidas por sua flexibilidade, essas contas podem ser abertas pelo celular e não costumam ter taxas de manutenção. Os usuários podem comprar dólares, euros, libras e outras moedas através de Pix, tudo na palma da mão.
Uma das grandes vantagens das contas globais é a taxa de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que é de apenas 1,1%. Além disso, a cotação geralmente utilizada é a comercial, que pode ser mais vantajosa em comparação com a modalidade de câmbio turismo. Dessa forma, o viajante pode se beneficiar ao comprar aos poucos, aproveitando as variações do mercado.
Por outro lado, a compra de dólares em espécie, embora tenha um IOF também de 1,1%, pode não ser a melhor opção em termos de cotação. Muitas casas de câmbio aplicam a taxa do câmbio turismo, que é mais cara devido aos custos de operação. Por exemplo, enquanto o dólar comercial estava a R$ 5,18, o turismo chegou a R$ 5,39. Especialistas recomendam que os viajantes levem somente uma quantia necessária para emergências ou despesas imediatas, lembrando que a Receita Federal estabelece um limite de US$ 10 mil para embarques sem declaração.
Cartões Pré-Pagos e de Crédito: O Que Você Precisa Saber
Os cartões pré-pagos, conhecidos como ‘travel money’, oferecem a conveniência de pagar no ato da compra, porém têm um IOF de 3,5%. Caso o viajante não utilize todo o valor depositado, é possível resgatar as sobras, ainda que isso possa implicar taxas adicionais.
Por fim, o cartão de crédito é uma opção prática, já que basta liberar as compras internacionais com a instituição financeira. No entanto, essa modalidade pode ser mais cara devido ao mesmo IOF de 3,5% e à possibilidade de taxas extras. Aqui, a cotação do dólar é baseada na PTAX, definida pelo Banco Central, mas é importante estar atento ao que o banco cobrará, se a cotação do dia da compra ou a do fechamento da fatura.
Em resumo, para quem vai viajar para o exterior, a melhor abordagem pode ser uma mistura de estratégias, sempre com atenção às oscilações do dólar e às opções disponíveis no mercado.

