Articulações em Brasília
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está atualmente em uma fase de articulação estratégica ao lado de ex-integrantes do governo de seu pai, visando a formação de uma chapa que inclua mulheres na vice-presidência e na liderança do Ministério da Economia. Essa movimentação, segundo informações obtidas de membros do grupo, tem como objetivo principal sinalizar ao eleitorado feminino, numa tentativa de diminuir a rejeição das mulheres em relação ao bolsonarismo.
Uma pesquisa recente da Quaest revela que, atualmente, 55% dos eleitores se mostram contrários à candidatura de Flávio Bolsonaro, uma ligeira melhoria em relação aos 60% de rejeição registrados em dezembro do ano passado, época em que ele anunciou oficialmente que estaria na corrida eleitoral.
Entre os nomes sugeridos para compor a chapa, Tereza Cristina (PP-MS), que foi ministra da Agricultura durante o governo Bolsonaro, surge como uma das opções preferenciais. No entanto, há também uma ala do grupo que ainda defende o governador Romeu Zema (Novo-MG) como candidato a vice.
Desafios na Formação da Chapa
Em janeiro, Zema já havia manifestado que não aceitaria ser vice de Flávio e que continuaria focado em sua pré-candidatura à Presidência. Tereza Cristina, por sua vez, enfatizou que ainda é cedo para discutir essa possibilidade, destacando que o cargo de vice é geralmente definido mais adiante no processo eleitoral.
Para o cargo de Ministro da Economia, a preferência nos bastidores recai sobre Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, que é vista como uma aliada próxima de Paulo Guedes. Ela foi escolhida para a liderança do banco durante um período de crise, em um esforço para estabilizar a situação após a saída de Pedro Guimarães.
Foco na Montagem do Programa Econômico
Aliados de Flávio também têm se dedicado a intensificar a elaboração do programa econômico que irá acompanhar sua candidatura. Alguns nomes conhecidos estão sendo considerados, como Gustavo Montezano, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e Adolfo Sachsida, que foi Ministro de Minas e Energia no governo anterior. Contudo, dentro desse grupo, há uma crescente pressão para que a campanha inclua uma representação feminina forte, a fim de atrair e conquistar mais apoio do eleitorado feminino.

