Compromisso com o combate às milícias em São Gonçalo
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçaram nesta quinta-feira (24.set.2026) a necessidade de enfrentar o poder das milícias em São Gonçalo (RJ), reduto político sob forte influência dessas organizações. O candidato ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), e o postulante ao Senado, Pedro Paulo (PSD), discursaram alinhados a essa estratégia.
Paes detalhou o domínio exercido pelas milícias na cidade, que tem como prefeito Capitão Nelson (PL), pai do candidato ao governo Douglas Ruas (PL). Segundo ele, moradores de grande parte do município são obrigados a adquirir produtos como farinha, frango e gás controlados por milicianos ou traficantes. “O dono da padaria, em metade do território de São Gonçalo, tem que comprar a farinha do miliciano ou do cara do tráfico de drogas”, afirmou. Ele destacou que essa realidade não se limita a São Gonçalo, estendendo-se ao Rio de Janeiro e à Baixada Fluminense.
A prioridade de Paes para o Complexo do Salgueiro
Ao reafirmar sua prioridade para enfrentar as milícias, Paes prometeu que, caso eleito, devolverá o controle da cidade às famílias e cidadãos que vivem em áreas dominadas pelo crime, destacando o Complexo do Salgueiro como foco inicial da intervenção. “Presidente, eu já anunciei, como governador do Estado, que o primeiro território a ser devolvido aos homens e mulheres de bem e às famílias desse Estado será São Gonçalo, especialmente o Complexo do Salgueiro”, declarou.
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Pedro Paulo reforçou a importância da cooperação entre os diferentes níveis de governo para desarticular as milícias. “São 4 milhões de pessoas vivendo sob o controle de organizações criminosas. Em São Gonçalo, pelo menos metade da população está atrás de uma barricada. Precisamos atuar juntos, governo federal e estadual, para vencer o crime e garantir segurança pública“, afirmou.
Reação de Lula e posicionamento contra milícias
O presidente Lula também comentou a situação em São Gonçalo, mencionando a candidatura de Douglas Ruas e a dificuldade de atuar na Baixada Fluminense devido ao controle político adversário. “Era perigoso ir lá, se não existissem vocês. Com a presença de vocês, não tem nada perigoso”, disse, sem citar nomes diretamente.
Em outro momento, Lula afirmou que o Palácio do Planalto não pode ser representado por milicianos, reafirmando sua posição contra o avanço dessas organizações no cenário político.
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Investimento em infraestrutura como estratégia
Eduardo Paes também aproveitou a ocasião para destacar a construção da linha 3 do metrô, que ligará São Gonçalo e Niterói, como parte de sua plataforma de governo. Ele lembrou da parceria com Lula para a realização de obras estruturantes no Rio de Janeiro e adiantou que o projeto da linha 3 será financiado pelo governo federal. “Se prepara, prepara a carteira, prepara o cheque, prepara o pix, que Lula vai bancar a linha 3 do metrô”, anunciou.
O evento contou ainda com a presença da primeira-dama Janja Lula da Silva, da candidata ao Senado Benedita da Silva (PT), dos prefeitos Eduardo Cavaliere (PSD), do Rio de Janeiro, e Rodrigo Neves (PDT), de Niterói.
Na sexta-feira anterior (18.set), Lula esteve no Rio para lançar uma ação conjunta entre Estados e municípios focada no enfrentamento ao crime organizado, reforçando a agenda de segurança pública do governo federal.

