Uma Nova Geração de Líderes Financeiros
Trinta anos após Reginald Lewis se tornar o primeiro negro a liderar uma empresa bilionária nos Estados Unidos, a lista Forbes BLK 50 de 2026 revela um marco significativo: a elite financeira negra do país agora supervisiona mais de US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1,04 trilhão) em ativos. O levantamento tem como foco líderes das áreas de private equity, crédito privado e venture capital.
Conforme dados da Fairview Capital Partners, o número de gestoras sob liderança negra nos EUA aumentou de 67 em 2020 para 168 em 2024, evidenciando a crescente participação desse grupo no setor financeiro.
Principais Bilionários e Gestores
A lista da Forbes combina receitas de fortunas estabelecidas com novas estrelas do mercado financeiro:
- Robert F. Smith (Vista Equity Partners): Comandando impressionantes US$ 100 bilhões em ativos, ele continua a ser a figura mais influente no setor de software corporativo.
- David Grain (Grain Management): Um recém-chegado na lista, com uma fortuna de US$ 2,5 bilhões, sua gestora se concentra em infraestrutura e telecomunicações.
- Stefan Kaluzny (Sycamore Partners): Com US$ 1,3 bilhão em patrimônio, foi responsável pela aquisição da rede Walgreens por US$ 10 bilhões em 2025.
- Jay-Z (Shawn Carter): Por meio da Marcy Venture Partners, administra US$ 1,1 bilhão em ativos.
- Robert Johnson (RLJ Equity Partners): O fundador da BET possui uma fortuna estimada em US$ 1 bilhão.
Gigantes do Setor de Negócios e Investimentos
A Forbes selecionou líderes que gerenciam grandes volumes de capital:
- Frank Baker (Siris Capital Group): Com US$ 5,9 bilhões sob gestão, seu foco é em tecnologia.
- Ronald Blaylock (GenNx360): Sua gestora de private equity administra US$ 2,3 bilhões.
- Adeyemi Ajao (Base10 Partners): Com US$ 1,8 bilhão, foi a primeira firma liderada por negros em venture capital a atingir US$ 1 bilhão em ativos.
- Ben Carson Jr. (FVLCRUM): Supervisiona US$ 424 milhões em transações de médio porte.
A Força Feminina no Mundo dos Negócios
A lista também ressalta a significativa presença de mulheres que gerenciam quantias substanciais:
- Ursula Burns (Integrum): A ex-CEO da Xerox cofundou a Integrum, que administra US$ 2,5 bilhões (R$ 13 bilhões). Ela é uma das vozes mais respeitadas na transição do mundo corporativo para o capital privado.
- Mellody Hobson (Ariel Investments): Preside uma das gestoras mais tradicionais de Wall Street, com sob gestão mais de US$ 15 bilhões (R$ 78 bilhões). É referência em investimentos de longo prazo.
- Serena Williams (Serena Ventures): A ex-jogadora de tênis gere uma firma de venture capital com aproximadamente US$ 111 milhões (cerca de R$ 578 milhões) levantados em seu primeiro fundo, focando em negócios fundados por mulheres e minorias.
- Sheila Johnson (Salamander / RLJ): Primeira bilionária negra dos EUA, possui uma fortuna estimada em US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões), originada principalmente no setor imobiliário de luxo e em sua participação na RLJ Equity Partners.
Desafios e Contexto do Mercado
De acordo com a Forbes, esses gestores estão prosperando em um ambiente marcado por juros elevados, que encareceram o financiamento de grandes negócios, além de enfrentarem uma forte concorrência por investimentos. Outro fator que pressiona o setor em 2026 é a postura política desfavorável a iniciativas de diversidade nos Estados Unidos. Contudo, o relatório ressalta que a estratégia dessas empresas se baseia no desempenho: firmas que aliam diversidade a alta performance financeira têm conseguido entregar retornos superiores aos seus investidores.

