Capitais do Nordeste no topo das altas de aluguel
No ano de 2025, os aluguéis residenciais no Brasil apresentaram uma alta média de 9,98%, conforme os dados do Índice FipeZAP. Essa variação revela um avanço em relação ao ano anterior, onde as locações haviam subido 13,5%. Apesar da desaceleração, o mercado imobiliário brasileiro continua aquecido, refletindo a demanda consistente por imóveis para locação.
As capitais do Nordeste dominaram o ranking das cidades com as maiores altas nos preços de aluguel, com três delas figurando no ‘top 5’. Teresina, no Piauí, se destacou como a campeã, registrando um impressionante aumento de 21,8%. Logo atrás, Belém, no Pará, apareceu em segundo lugar, impulsionada pelas atividades relacionadas à COP30, que ocorreu no ano passado. Em terceiro lugar, Aracaju, em Sergipe, teve uma elevação de 16,73% nos valores de locação.
O cenário de alta nos aluguéis
Os dados do FipeZAP, que analisam os preços de imóveis em 36 cidades brasileiras, mostram que a alta nos aluguéis variou significativamente entre as capitais. Cidades como Vitória (ES) e João Pessoa (PB) também tiveram aumentos notáveis, com 15,46% e 15,31%, respectivamente. Ao todo, a lista das capitais com maior aumento em 2025 ficou assim:
– Teresina (PI): 21,81%
– Belém (PA): 17,62%
– Aracaju (SE): 16,73%
– Vitória (ES): 15,46%
– João Pessoa (PB): 15,31%
– Cuiabá (MT): 14,61%
– Belo Horizonte (MG): 13,01%
– Fortaleza (CE): 12,45%
– Salvador (BA): 12,38%
– Maceió (AL): 12,22%
– São Luís (MA): 11,37%
– Curitiba (PR): 10,98%
– Rio de Janeiro (RJ): 10,87%
– Natal (RN): 10,13%
– Recife (PE): 9,82%
– Porto Alegre (RS): 9,38%
– Florianópolis (SC): 9,35%
– São Paulo (SP): 7,98%
– Brasília (DF): 6,41%
– Goiânia (GO): 4,67%
– Manaus (AM): 1,06%.
Por outro lado, a capital amazonense, Manaus, apresentou a menor alta no ano, com um avanço de apenas 1%, indicando uma leve queda em termos reais, dado que o aumento nos aluguéis não acompanhou a inflação da região.
Expansão do mercado imobiliário fora das capitais
Além das capitais, o FipeZAP também avalia o comportamento do mercado em outras cidades. Campinas (SP) se destacou entre as cidades não capitais, com um aumento de 19,92% nos preços dos aluguéis. Pelotas (RS) e Niterói (RJ) seguiram na lista com altas de 18,81% e 16,27%, respectivamente. Os dados para algumas dessas cidades mostram:
– Campinas (SP): 19,92%
– Pelotas (RS): 18,81%
– Niterói (RJ): 16,27%
– São José do Rio Preto (SP): 15,41%
– Barueri (SP): 13,97%
– Santos (SP): 12,80%
– Ribeirão Preto (SP): 11,60%
– Joinville (SC): 11,49%
– Praia Grande (SP): 9,40%
– Santo André (SP): 7,83%
– São José dos Campos (SP): 7,43%
– São Bernardo do Campo (SP): 7,31%
– Guarulhos (SP): 7,14%
– São José (SC): -3,10%.
Categoria dos imóveis e rentabilidade do aluguel
Quando analisamos a categoria dos imóveis, aqueles com três quartos foram os que mais encareceram, com uma média de alta de 10,19%, seguidos pelos de até um quarto (9,81%) e os que possuem quatro ou mais dormitórios (9,64%). Os imóveis de dois quartos encerraram a lista com uma alta média de 9,19%.
Outro ponto a ser destacado é a rentabilidade dos aluguéis, que, em dezembro de 2025, alcançou 5,96% ao ano, o que representa o maior nível desde 2011. Embora ainda esteja abaixo das aplicações financeiras, esse retorno demonstra que o investimento em locação continua atraente, especialmente considerando que para imóveis com um dormitório, a rentabilidade chegou a 6,68% ao ano.

