Perigos do Calor para a Saúde
Aumento das temperaturas no Rio de Janeiro tem levado a um aumento significativo nos atendimentos médicos, evidenciando os riscos à saúde associados ao calor extremo. Sintomas como cabeça pesada, falta de ar e cansaço excessivo são indícios de que o corpo está reagindo a estas condições adversas. Especialistas alertam que esses sinais não devem ser desconsiderados, especialmente quando se tornam frequentes durante períodos de calor intenso.
A técnica em segurança do trabalho, Cíntia Mota, relatou a situação de um funcionário que precisou ser encaminhado ao hospital após passar mal no trabalho. Ela contou que o trabalhador apresentou queda de pressão e glicose, exigindo atendimento médico imediato e reposição de líquidos. “É preciso estar atento a esses sinais, que podem ter consequências graves”, explica Cíntia.
Médicos enfatizam a importância de levar a sério os sinais de alerta do corpo, principalmente quando o mal-estar aparece em climas quentes. A exposição prolongada a altas temperaturas pode causar desde desidratação leve até condições mais severas, como saúde debilitada e doenças graves.
O neurocirurgião Orlando Maia ressalta que os sintomas vinculados ao calor nem sempre são triviais. “Esses sinais são preocupantes, pois podem indicar desidratação, mas também podem estar associados a doenças sérias”, afirma ele. É crucial que as pessoas estejam cientes das reações do corpo em situações de calor extremo.
Aumento de Casos Relacionados ao Calor
Números da rede municipal de saúde do Rio revelam que, neste ano, os atendimentos em hospitais municipais relacionados a problemas decorrentes do calor tiveram um aumento de cerca de 30%. As queixas mais comuns incluem desidratação, cãibras, exaustão, insolação e agravamento de doenças cardiovasculares. Crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis a esses riscos.
Com o aumento da temperatura corporal, o organismo se adapta dilatando os vasos sanguíneos para tentar manter o equilíbrio térmico. Este processo implica que o coração trabalhe mais intensamente, o que pode resultar em uma queda da pressão arterial. A desidratação se torna um fator de risco considerável, pois torna o sangue mais espesso e propenso à formação de coágulos, aumentando a probabilidade de acidentes vasculares cerebrais.
Foco na Prevenção
De acordo com a Rede Brasil AVC, 53% dos casos de acidente vascular cerebral ocorrem em pessoas com menos de 70 anos, o que reforça a necessidade de atenção também entre os adultos mais jovens. A consciência sobre os riscos é essencial para a prevenção de tais eventos.
Para amenizar os efeitos das altas temperaturas, a Companhia de Água do Rio de Janeiro tomou a iniciativa de instalar pontos de hidratação em diversas cidades do estado. Esta ação não só visa o bem-estar humano, mas também se estende aos cuidados com os animais de estimação, que também sofrem com o calor extremo. Medidas simples, como manter-se hidratado e evitar a exposição prolongada ao sol, são fundamentais para a proteção da saúde durante essas ondas de calor.

