Crescimento da Educação Integral no Brasil
O Brasil alcançou em 2025 a maior porcentagem de alunos em tempo integral dos últimos quatro anos. Segundo dados do Censo Escolar, divulgados nesta quinta-feira (26) pelo ministro da Educação, Camilo Santana, em Manaus, 25,8% dos alunos da rede pública de educação básica estão inseridos em jornadas de, pelo menos, sete horas diárias de aprendizado. Esse número representa um incremento significativo, de mais de dez pontos percentuais desde 2021, quando apenas 15,1% dos alunos estavam nesse formato.
O ensino médio também apresentou avanços notáveis. A proporção de matrículas em tempo integral subiu de 16,7% em 2022 para 26,8% em 2025. O Ministério da Educação credita essa evolução ao Programa Escola em Tempo Integral, implementado em 2023, que envolveu um investimento de R$ 4 bilhões.
Acesso à Educação Infantil
No segmento da educação infantil, o levantamento revelou que 41,8% das crianças de 0 a 3 anos estão matriculadas em creches, com cerca de 60% delas em regime integral. Para melhorar ainda mais o acesso a esse serviço, o ministro Camilo Santana anunciou uma nova estratégia que possibilitará localizar a creche mais próxima da residência da família, informando sobre a disponibilidade de vagas. “Vamos nos comunicar diretamente com aquela mãe para saber se seu filho está na creche, e com o município para abrir vagas para aquelas crianças. Não há algo mais importante para a mãe que trabalha do que ter o direito de deixar seu filho em uma creche, especialmente em tempo integral”, destacou Santana.
Frequência Escolar e Distorção Idade/Série
O Censo também mostra que no ensino fundamental, que compreende a fase da educação básica com o maior número de alunos, a frequência escolar entre crianças e adolescentes de 6 a 14 anos atingiu 99,5% no ano passado, com base nas estimativas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Outro dado positivo é a redução da distorção idade/série, que avalia quando um aluno está em uma série incompatível com sua idade. Entre 2021 e 2025, a taxa de distorção no ensino fundamental caiu de 15,6% para 11,3%. No ensino médio, essa redução foi de 27,9% para 17,6%.
Crescimento na Educação Profissional e Educação Especial
O setor da educação profissional também se destacou, registrando o maior número de matrículas da sua história, com 3,1 milhões de estudantes em cursos técnicos. A participação dos alunos do ensino médio da rede pública nessa modalidade aumentou, passando de 11,5% para 20,1% em apenas quatro anos. Além disso, a educação especial teve um desempenho igualmente positivo, com 2,5 milhões de matrículas em 2025, representando um crescimento de 82% em relação a 2021. O atendimento educacional especializado alcançou 49,7% dos estudantes, o maior índice já registrado.
Coleta de Dados e Planejamento Educacional
O levantamento do Censo Escolar também destacou uma melhora significativa na coleta de dados relacionados à raça e cor. A ausência dessas informações caiu de 25,5% em 2023 para 13,6% em 2025. Essas informações são cruciais, pois servem como base para o planejamento de políticas públicas e a distribuição de recursos a estados e municípios, garantindo um investimento mais eficiente e direcionado para a educação brasileira.

