Operação Anomalia em Foco
A Polícia Federal realizou, nesta segunda-feira, 9, a prisão de Fabrizio Romano, delegado da PF do Rio de Janeiro, e de Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário de Esportes do Estado. Ambos são investigados por suposto envolvimento na venda de influência política ao crime organizado. As prisões ocorrem em meio a uma operação mais ampla, chamada Anomalia, que visa desarticular redes de corrupção que favorecem interesses do tráfico de drogas.
Até o fechamento deste artigo, tentativas de contato com as defesas dos acusados não foram bem-sucedidas. O espaço permanece aberto para elucidações.
Cabe lembrar que Carracena já havia sido detido no ano passado junto com o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias, do MDB. A Polícia Federal aponta que o ex-secretário teria recebido a quantia de R$ 90 mil do Comando Vermelho, uma das facções mais atuantes do tráfico no Brasil.
A operação Anomalia busca desmantelar um núcleo criminoso que operava por meio de negociações de vantagens indevidas e venda de influência para beneficiar um traficante internacional de drogas, cujo nome não foi divulgado.
No total, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro. Além disso, foram impostas medidas cautelares, como o afastamento dos suspeitos de suas funções públicas. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo informações da PF, os investigados criaram uma associação criminosa dedicada a praticar crimes contra a administração pública, favorecendo interesses relacionados ao tráfico. O esquema, conforme relatado, contava com a participação de Carracena e do delegado Romano, além de advogados que agiam como intermediários para a realização de favores e pagamentos em dinheiro ao delegado da PF em troca de informações privilegiadas e influência interna.
As investigações também revelaram a presença de um indivíduo com um histórico criminal que se especializou em facilitar operações políticas e administrativas em Brasília.
Essa ação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, que foi criada para assegurar uma atuação coordenada da Polícia Federal na coleta de inteligência e na repressão aos principais grupos criminosos violentos que atuam no Rio de Janeiro.

