Visão Direta sobre Economia e Imigração
Na noite de terça-feira (24), o ex-presidente Donald Trump fez um discurso de impressionantes uma hora e 48 minutos, onde direcionou sua mensagem principalmente sobre economia e imigração. Este foco demonstra sua intenção de se posicionar como um forte candidato nas eleições parlamentares de novembro, nas quais os republicanos buscam consolidar seu poder.
Trump começou seu discurso afirmando que “os Estados Unidos estão maiores, melhores, mais ricos e mais fortes do que nunca”. Ele dedicou uma parte significativa desse discurso para exaltar a economia, alegando que ela “está bombando”, a inflação está em queda e o crescimento é visível, embora tenha sido acusado de manipular dados para respaldar suas declarações. O ex-presidente também defendeu suas políticas de tarifas e os cortes de impostos, iniciativas que foram recentemente questionadas pela Suprema Corte.
Desafios Eleitorais e Fraude
Com as chamadas “midterm elections” à vista, Trump voltou suas atenções para o apoio dos candidatos republicanos, já que a Câmara dos Representantes terá todas as cadeiras em disputa e um terço do Senado será renovado. Reconhecendo sua taxa de aprovação em torno de 40% entre os eleitores, o ex-presidente se esforçou para motivar a base republicana. O discurso não ficou sem controvérsias, pois Trump insistiu em alegações de fraude eleitoral que nunca foram comprovadas, enfatizando a necessidade de documentos que comprovem a cidadania no momento da votação.
Trump também trouxe para o palco familiares de vítimas de crimes cometidos por imigrantes, utilizando essas histórias como um argumento para reforçar suas políticas anti-imigração. Ele havia recebido essas pessoas na Casa Branca no dia anterior, o que adicionou um peso emocional ao seu discurso. As narrativas tristes apresentadas por Trump conseguiram arrancar lágrimas da plateia.
Provocando os Adversários
Um dos momentos mais tensos do discurso foi quando Trump desafiou os democratas a se levantarem em aplausos ao afirmar que o dever principal do presidente é “defender os cidadãos americanos, e não os imigrantes ilegais”. Apenas os republicanos se levantaram, e Trump aproveitou a oportunidade para confrontar os opositores, dizendo: “Vocês deveriam se envergonhar”. Em outro instante, apontou para a seção do plenário ocupada pelos democratas, chamando-os de “malucos” que desejam destruir o país.
O discurso ganhou um tom mais animado quando os jogadores da equipe masculina de hóquei no gelo, campeões olímpicos, foram elogiados. Apesar das atletas femininas também terem conquistado medalhas, elas não compareceram ao evento.
Pouca Atenção à Política Externa
Surpreendentemente, Trump só abordou a política externa após mais de 75 minutos de discurso, com uma menção breve à Venezuela, a quem chamou de “nova parceira” na produção de petróleo. Ele se autoadmitiu como responsável por acordos que, segundo ele, puseram fim a oito guerras, incluindo conflitos em Gaza. Além disso, voltou a reafirmar sua posição contra a posse de armas nucleares pelo Irã, mas sem detalhar quais seriam os próximos passos para garantir essa postura. O ex-presidente buscava, evidentemente, persuadir os eleitores americanos a continuarem apoiando não apenas sua figura, mas também seus aliados políticos.

