Solidariedade e Superação em Destaque
A edição 145 do Jungle Fight traz não apenas lutas emocionantes, mas também um forte apelo à solidariedade. A tradicional parceria com a Legião da Boa Vontade (LBV), que já atua há mais de 15 anos em projetos vinculados ao MMA, se reafirma mais uma vez. O evento convida o público a contribuir com 2 kg de alimentos não perecíveis, que serão direcionados a famílias em situação de vulnerabilidade atendidas pela instituição. Essa ação demonstra a essência do Jungle Fight: unir o esporte à responsabilidade social.
Wallid Ismail, presidente do Jungle Fight, enfatizou a relevância dessa iniciativa ao convocar os fãs para participarem da arrecadação. “Quando você vem ao Jungle Fight, lembre-se de trazer mais de dois quilos de alimento. Já mostramos, em edições anteriores, que conseguimos arrecadar toneladas que se transformaram em milhares de cestas básicas. Acreditamos na força da comunidade. A LBV realiza um trabalho extraordinário, unindo pessoas que desejam fazer a diferença. Toda contribuição é bem-vinda”, declarou Ismail.
Trajetórias Inspiradoras no MMA
Além da arrecadação de alimentos, o Jungle Fight 145 coloca em evidência as histórias de superação que mostram o MMA como uma poderosa ferramenta de inclusão social. Muitos dos atletas que farão parte do card desenvolveram suas carreiras por meio das Eliminatórias Jungle, uma peneira que revela talentos e oferece a chance de um contrato profissional no evento.
Esses lutadores vêm de projetos sociais, academias de bairro e enfrentaram realidades desafiadoras, encontrando no esporte uma fonte de disciplina, perspectiva e esperança. O Jungle Fight se consolidou ao longo dos anos como o principal palco da América Latina para esses atletas, impactando não apenas suas vidas, mas também suas famílias e comunidades.
Um exemplo inspirador é Luiz Henrique “Nobre Arte”, um peso-mosca carioca que já viveu em situação de rua. Antes de encontrar a sua vocação no boxe, através de um projeto social na Tijuca, Luiz trabalhou em diversos ofícios informais. Hoje, invicto no MMA profissional, ele ilustra como o esporte pode romper ciclos de exclusão social.
Outro nome que se destaca é o de Arthur Mota, atleta do peso meio-médio que superou uma adolescência marcada pelo uso de drogas e álcool. Com mais de sete anos de sobriedade e pai de dois filhos, Arthur enxerga no Jungle Fight a chance de forjar uma nova trajetória pautada em disciplina, responsabilidade e superação constante.
Desafios e Conquistas no Octógono
O card do Jungle Fight 145 é recheado de histórias que desafiam os limites físicos e emocionais. Denis “Deninho 3D”, ex-campeão do evento, construiu sua carreira enfrentando a deficiência na mão direita, resultado de uma condição congênita. Sua trajetória se tornou uma das mais emblemáticas do evento, evidenciando a luta contra o bullying e as barreiras do preconceito.
Ernane Pimenta, o fluminense que disputará o cinturão dos meio-médios na luta principal contra Anderson “Astro da Maldade”, também carrega uma história de resiliência. Enfrentando crises epiléticas na infância que ameaçavam seu futuro como atleta, Ernane retorna ao cage do Jungle Fight como um dos principais nomes da categoria, simbolizando força e alto rendimento.
O Apoio Institucional ao Evento
A edição no Rio de Janeiro conta ainda com a colaboração do Governo do Estado e da Prefeitura do Rio, através da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer. Durante a semana do evento, essas instituições também apoiam as Eliminatórias Jungle, ampliando o alcance da peneira que busca novos talentos para o MMA nacional.
Wallid Ismail expressou gratidão pelo apoio recebido: “Agradeço ao prefeito Eduardo Paes, ao secretário municipal de Esportes Guilherme Schleder, ao governador Cláudio Castro e ao presidente da Loterj Hazenclever Cançado. Esse suporte é crucial para que o Jungle Fight continue abrindo portas, revelando ídolos e utilizando o MMA como uma ferramenta de inclusão social e transformação de vidas”.
Para o secretário Guilherme Schleder, eventos dessa magnitude desempenham um papel vital na formação esportiva de crianças e jovens. “A perspectiva de observar ídolos ao vivo e sentir a emoção das disputas torna a experiência única. Nesta edição, teremos atletas que emergiram de projetos sociais e escolinhas e hoje servem como referência para as novas gerações. A Prefeitura do Rio está firmemente comprometida em trazer grandes eventos esportivos para a cidade, alinhando isso ao trabalho de iniciação esportiva nas Vilas Olímpicas”, destacou.
O presidente da Loterj, Hazenclever Cançado, também ressaltou o papel do evento como uma vitrine de oportunidades. “O Jungle Fight vai muito além das competições. Ele abre portas para jovens atletas de projetos sociais, oferecendo oportunidades de crescimento e demonstrando que dedicação e talento podem realmente transformar vidas”.

