Investigação Técnica em Foco
Em resposta a questionamentos sobre uma recente reunião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, ao longo de seu mandato, recebeu representantes de diversos bancos, incluindo o empresário Vorcaro, do Banco Master. Durante o encontro, Vorcaro mencionou estar enfrentando perseguições e temores em relação à sua posição. Lula assegurou que não haverá uma posição política favorável ou contrária ao Banco Master, ressaltando que a questão será abordada por meio de uma investigação técnica conduzida pelo Banco Central.
‘Ele me contou sobre a perseguição que está sofrendo, com pessoas interessadas em sua queda e outras complicações relacionadas às contas. O que eu deixei claro é que não haverá uma postura política, mas sim uma apuração técnica’, declarou o presidente.
Lula ainda classificou a situação como uma oportunidade de investigar o que chamou de ‘magnatas da corrupção’ no país. O presidente também defendeu o ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, destacando sua relevância como jurista. A defesa de Lewandowski surgiu após questionamentos sobre um contrato de consultoria que ele firmou, prestando serviços ao Banco Master após deixar o Supremo Tribunal Federal.
De acordo com Lula, é comum que profissionais atuem no setor privado após sua saída de cargos públicos, enfatizando que este é um procedimento aceito no mercado.
CPI do Banco Master em Debate
Em relação à proposta de instalação da CPI do Banco Master, inicialmente sem apoio governamental, Lula informou que não se envolve diretamente nessa questão, mas insinuou que o governo está preparado para investigar até as últimas consequências o rombo financeiro associado ao banco. Ele fez referências a estados como Rio de Janeiro e Amapá, que teriam alocado recursos de fundos trabalhistas no Banco Master.
‘Estamos determinados a entender por que o governo do Rio de Janeiro e o estado do Amapá depositaram dinheiro dos trabalhadores nesse banco. Precisamos descobrir qual é a falcatrua existente entre o Banco Master e o Banco de Brasília’, afirmou o presidente.
Ele ressaltou que não têm informações sobre quais partidos ou figuras políticas estariam envolvidas na situação, reiterando sua intenção de conduzir uma investigação abrangente. ‘Não sei quem está envolvido nisso, se é algum partido político, governador, deputado ou empresário. O foco é descobrir a verdade e responsabilizar os envolvidos’, disse.
Reação do Governo à Crise
Nos bastidores do Palácio do Planalto, a orientação tem sido se distanciar da crise atual relacionada ao Banco Master, responsabilizando a oposição pela situação. O governo tem destacado o envolvimento de administrações estaduais lideradas por políticos de direita, como as do Rio de Janeiro e do Distrito Federal, para atribuir o desgaste político à oposição.
Lula também foi questionado a respeito de possíveis ligações de seu filho, conhecido como Lulinha, em um esquema de fraudes no INSS. Em sua resposta, o presidente informou que conversou com Lulinha sobre o assunto pela primeira vez, afirmando que apenas o filho conhece a verdade. No entanto, deixou claro que, caso qualquer responsabilidade seja comprovada, Lulinha terá que arcar com as consequências de seus atos.

