Despedida de um Líder
O Brasil se despediu neste domingo (18) de Raul Jungmann, aos 77 anos, ex-ministro das gestões de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer, que faleceu em Brasília. A notícia foi confirmada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), da qual ele era presidente desde 2022. Jungmann é reconhecido pela sua contribuição no Ministério do Desenvolvimento Agrário e na condução de políticas fundiárias durante o governo de FHC. Mais tarde, atuou como Ministro da Defesa no governo Temer, onde foi destacado pela articulação e sua visão estratégica.
Atualmente, Jungmann enfrentava uma batalha contra um câncer no pâncreas, tendo sido internado em várias ocasiões nos últimos meses. Em dezembro de 2025, ele deixou o hospital, mas retornou para nova internação no dia 17 de janeiro. Apesar do quadro difícil, sua luta e resiliência foram admiradas por muitos.
Raul Belens Jungmann Pinto nasceu em Recife, em 3 de abril de 1952, e deixou dois filhos, Júlia e Bruno. Durante sua juventude, ele começou sua carreira política no antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB) e, ao longo dos anos, transitou por diversos partidos, incluindo MDB, PPS e PMDB, sempre ativo e engajado nas discussões políticas do país.
Além de sua função ministerial, Jungmann também foi deputado federal por Pernambuco e vereador do Recife, eleito em 2002, reeleito em 2006 e conquistou um novo mandato em 2012. Sua trajetória política foi marcada por um forte compromisso com questões sociais e ambientais, destacando-se ainda como presidente do IBAMA, onde lutou pela proteção dos recursos naturais do Brasil.
O IBRAM destacou em nota a importância de Jungmann para o setor, ressaltando sua competência e legado, que transcende a mineração e se estende por toda a vida pública brasileira. “Ele será lembrado por sua capacidade de articulação e pela ética que sempre pautou sua trajetória”, afirmou a entidade.
Desdobramentos na Política Atual
Enquanto isso, o cenário político brasileiro continua agitado. Aliados de Jair Bolsonaro e alguns integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam a recente decisão do ministro Alexandre de Moraes de transferir o ex-presidente para um novo local de detenção, a Papudinha, com a expectativa de que essa mudança possa facilitar uma eventual concessão de prisão domiciliar.
Embora Moraes não tenha sinalizado intenção de permitir a prisão domiciliar, essa mudança de local é vista por alguns como um passo em direção a um tratamento mais ameno para Bolsonaro, que atualmente cumpre pena por tentativa de golpe de Estado. As condições do novo local, que oferece ambientes mais favoráveis, como possibilidade de exercícios e visitas, têm gerado intensos debates e especulações sobre um possível futuro para o ex-presidente.
Por sua vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em plena atividade no governo, discute a crise envolvendo a Groenlândia e avalia a proposta do ex-presidente Trump para participar do Conselho de Paz em Gaza. O convite, no entanto, vem com um custo elevado, levantando questões sobre a viabilidade do Brasil em um cenário internacional cada vez mais complexo.
As próximas semanas prometem serem decisivas, com Lula participando de compromissos importantes e buscando fortalecer sua presença tanto no cenário interno quanto externo. Análises sobre o impacto da política externa nas eleições de 2026 e os desafios enfrentados pelo governo, incluindo a economia, continuam sendo o foco das discussões.

