Desemprego em Alta: Taxa de 6,1% no Primeiro Trimestre de 2024
A taxa de desemprego no Brasil atingiu 6,1% no trimestre encerrado em março, marcando um aumento de 1 ponto percentual em comparação ao último trimestre do ano passado. Contudo, quando analisamos o mesmo período do ano anterior, há uma queda de 0,9 ponto percentual. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo IBGE, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD).
Embora tenha havido um aumento na taxa de desocupação, é importante ressaltar que este é o menor índice para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, que começou em 2012. No total, mais de 6,6 milhões de brasileiros estão desocupados, enquanto a força de trabalho gira em torno de 102 milhões de pessoas, conforme explicou Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE.
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Beringuy destacou que a população ocupada no país sofreu uma retração de cerca de um milhão de pessoas, sendo que o trabalho informal foi responsável por uma queda significativa de 623 mil postos. Isso indica uma diminuição notável na ocupação geral, impulsionada pela redução dos trabalhadores informais.
A formalização do trabalho também apresenta dados interessantes: a taxa de informalidade ficou em aproximadamente 37%, refletindo cerca de 38 milhões de trabalhadores sem registro. O número de empregados com carteira assinada no setor privado se manteve em 39,2 milhões, enquanto o contingente de trabalhadores autônomos permaneceu estável, em 26 milhões.
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Ao analisar os setores de atividade, observou-se que não houve crescimento no número de ocupações em nenhum deles, mas três dos dez setores avaliados registraram perdas: Comércio, Administração Pública e Serviços Domésticos. Juntos, esses segmentos perderam mais de 870 mil postos de trabalho, evidenciando um cenário desafiador para o mercado laboral.
Por outro lado, a massa de rendimentos, que contabiliza a soma das remunerações no país, atingiu um novo recorde de R$ 374,8 bilhões no trimestre. Além disso, o rendimento médio real dos trabalhadores alcançou R$ 3,7 mil, refletindo uma tendência de crescimento nos ganhos apesar da precarização do emprego em certos setores.

