Conectividade e Parcerias na Aviação
RIO DE JANEIRO – No dia 13 de agosto, o TurisMall 2026 no Rio de Janeiro reuniu líderes do setor aéreo, incluindo executivos da American Airlines, TAP Air Portugal, Gol Linhas Aéreas e do RIOgaleão, em um painel focado em conectividade aérea e a importância de parcerias estratégicas. Durante a discussão, os participantes apresentaram dados e insights sobre como o fortalecimento da colaboração entre companhias e a articulação com os aeroportos podem ampliar o fluxo de passageiros e, consequentemente, impulsionar o turismo no Brasil.
Entre os painelistas estavam Alexandre Cavalcanti, diretor da American Airlines no Brasil; Carlos Antunes, diretor da TAP Air Portugal para as Américas; Matheus Pangelupi, representante da Gol Linhas Aéreas; e Alexandre Monteiro, CEO do RIOgaleão. Um dos aspectos mais destacados foi a importância das alianças entre companhias aéreas para oferecer mais opções de voos e aumentar a satisfação dos viajantes. Os executivos concordaram que, mesmo com rotas sobrepostas, a colaboração pode resultar em uma variedade maior de horários e conexões para os passageiros.
A Importância das Parcerias na Conectividade Aérea
Alexandre Cavalcanti, da American Airlines, enfatizou que essas parcerias têm um impacto significativo na oferta de destinos. “Quando unimos forças com nossos parceiros, todos saem ganhando, especialmente os consumidores e o setor de turismo”, comentou. Essa abordagem é crucial, especialmente em um cenário em que as companhias enfrentam limitações na disponibilidade de aeronaves e uma concorrência acirrada nas rotas internacionais.
No mesmo sentido, Carlos Antunes, da TAP Air Portugal, discutiu o modelo de operação da companhia que conecta o Brasil à Europa. Ele ressaltou que a empresa utiliza hubs nos aeroportos de Lisboa e Porto, que servem como centros estratégicos para a distribuição de passageiros a diversos destinos europeus. De acordo com Antunes, aproximadamente 60% dos passageiros transportados entre Brasil e Europa são brasileiros, o que demonstra a relevância dessas rotas.
Aeroportos e a Promoção do Turismo
O papel dos aeroportos na conectividade aérea foi outro tema central do painel. Alexandre Monteiro, do RIOgaleão, destacou que a gestão aeroportuária não deve se restringir apenas à infraestrutura física. Ele afirmou que é essencial promover os destinos turísticos brasileiros para atrair novas rotas e aumentar o tráfego de turistas. “Criamos um setor dedicado ao aviation marketing, que visa mostrar o potencial turístico do Rio de Janeiro para o mundo”, disse Monteiro.
Outro aspecto mencionado por Monteiro foi a necessidade de eficiência nos aeroportos para facilitar as conexões entre voos domésticos e internacionais, com o objetivo de reduzir o tempo mínimo de conexão, um fator que pode incentivar a expansão de hubs.
O Papel dos Agentes de Viagens no Setor
Embora as vendas digitais estejam em ascensão, os executivos concordam que os agentes de viagens e as operadoras continuam a desempenhar um papel fundamental na indústria. Carlos Antunes apontou que mais da metade das vendas da TAP ainda são realizadas através desses profissionais. Para ele, enquanto as vendas diretas online são principalmente transacionais, os agentes trazem um valor agregado ao planejar experiências de viagem completas. “Para uma família, planejar uma viagem pode valer entre 70 mil e 80 mil reais. Não é uma decisão simples a ser tomada sozinha”, salientou.
Matheus Pangelupi, da Gol, complementou essa visão ao afirmar que os agentes têm um papel essencial em transformar destinos em sonhos de viagem. “Os agentes são os que vendem o sonho”, destacou Pangelupi.
Expansão das Rotas e Novos Destinos Turísticos
Outra questão debatida foi o impacto da expansão das rotas aéreas na criação de novos destinos turísticos. Os executivos afirmaram que a abertura de voos internacionais pode estimular investimentos em infraestrutura e em serviços turísticos. Além disso, uma maior conectividade aérea pode promover a descentralização do fluxo turístico, permitindo que visitantes descubram locais além dos destinos tradicionais.
Os participantes reafirmaram que o desenvolvimento do turismo no Brasil depende de uma abordagem integrada que englobe companhias aéreas, aeroportos, governos e o trade turístico. No encerramento do painel, os executivos reforçaram que o crescimento do setor depende de estratégias colaborativas entre as partes envolvidas. “O turismo é desenvolvimento”, concluiu Carlos Antunes.
O debate no TurisMall 2026 evidenciou que o fortalecimento da aviação e do turismo está intrinsecamente ligado a parcerias entre companhias aéreas, eficiência na infraestrutura e ações do trade turístico. A conectividade entre voos, a promoção de destinos e a cooperação entre empresas e governos são fundamentais para aumentar o fluxo de passageiros e consolidar a presença do Brasil no cenário global do turismo.

