Fortalecendo a Cultura Viva na Amazônia
Em abril, Santarém será palco de um importante encontro voltado para os Pontos e Pontões de Cultura da região do Baixo Amazonas. A programação foi definida em uma reunião realizada no dia 27 de março, que contou com a presença do Comitê de Cultura do Pará, do Instituto Território das Artes e da Secretaria Municipal de Cultura. O evento tem como principal objetivo ampliar o acesso às políticas públicas culturais e solidificar a cidade como um polo da Cultura Viva na Amazônia.
A secretária municipal de Cultura, Priscila Castro, ressaltou a relevância do encontro como um passo significativo em direção à implementação de políticas integradas que valorizem os produtores culturais locais. Durante o evento, uma cartilha será apresentada, explicando os critérios para a certificação de novas iniciativas culturais na região.
“Esta é uma oportunidade valiosa para expandir o acesso à informação, promover a formação e incentivar a articulação entre os grupos culturais, criando uma rede cada vez mais robusta e coesa em nossa região”, comentou Priscila Castro.
Fábio Barbosa, presidente do Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC), também reforçou a importância do encontro. Segundo ele, mais de 60 iniciativas locais são reconhecidas como pontos de cultura e estarão presentes para dialogar e compartilhar experiências. O evento conta com o apoio de instituições como o Projeto Saúde & Alegria e o Instituto Regatão Amazônia, que colaboram para fortalecer a cultura local.
“A troca de experiências e informações é fundamental para avançarmos na construção de uma rede mais estruturada, colaborativa e representativa da diversidade cultural da nossa região”, destacou Barbosa.
Os Pontos e Pontões de Cultura fazem parte da política nacional Cultura Viva, que busca reconhecer e apoiar iniciativas culturais já existentes nas comunidades. Os Pontos de Cultura são formados por grupos, coletivos ou entidades que realizam ações culturais contínuas em seus territórios, enquanto os Pontões de Cultura atuam como articuladores, conectando e fortalecendo as redes entre esses pontos. Juntos, eles promovem o acesso à cultura, valorizam saberes locais e reforçam a identidade cultural das comunidades.

