Ex-governador Pretende Retornar ao Palácio Guanabara
O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, anunciou sua intenção de concorrer em uma possível eleição direta para um mandato-tampão no governo estadual. A declaração foi feita após o partido Republicanos sugerir seu nome como candidato, dependendo da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que está avaliando a realização de eleições diretas com voto popular.
A movimentação de Garotinho ocorre logo após a decisão do ministro Cristiano Zanin, que anulou sua condenação na Operação Chequinho, permitindo que ele se torne novamente elegível. Contudo, o desfecho do caso ainda está em disputa nas esferas judiciais, com recursos apresentados tanto pelo Ministério Público Eleitoral quanto pela Procuradoria-Geral da República.
Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Garotinho manifestou sua oposição à ideia de uma eleição indireta pela Assembleia Legislativa, classificando-a como um reconhecimento aos envolvidos no escândalo da Ceperj, que resultou na inelegibilidade de Cláudio Castro e na cassação do ex-deputado Rodrigo Bacellar. “Estou pronto para enfrentar essa máfia que domina o Rio de Janeiro e a outra máfia que tenta dominar o Rio de Janeiro, caso seja o desejo do povo e a decisão do Supremo Tribunal Federal na próxima quarta-feira”, afirmou Garotinho, agradecendo ao Partido Republicanos pela confiança.
A possível candidatura do ex-governador ocorre em um momento de expectativa em relação ao julgamento do STF, que determinará o formato da eleição para o governo fluminense. Até agora, quatro ministros já se manifestaram favoráveis à realização de eleições diretas: Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. No entanto, o panorama ainda é incerto.
Nos bastidores da política, analistas avaliam que o clima é propício para a realização de eleições diretas, pois isso proporcionaria uma maior legitimidade ao processo eleitoral. Por outro lado, desafios logísticos para organizar duas eleições em um curto espaço de tempo levantam preocupações. Uma das propostas em discussão é a manutenção do presidente do Tribunal de Justiça do RJ, Ricardo Couto, no papel de governador interino até a realização da eleição regular programada para outubro, com a antecipação da posse do vencedor.

