Celebração de Uma Década de Transformações
O Museu do Amanhã, um dos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro, comemora seu décimo aniversário com o lançamento de uma publicação especial e a inauguração de uma livraria em seu átrio. De acordo com Cristiano Vasconcelos, a intenção por trás da publicação comemorativa foi evitar que se tornasse apenas um relatório de gestão. “Queríamos uma obra que refletisse o peso histórico deste período e da região onde o museu está localizado”, afirma. Desde sua abertura, em vez dos 500 mil visitantes anuais inicialmente projetados, o museu registrou 1,3 milhão de pessoas no primeiro ano e, ao longo de uma década, se consolidou como a instituição mais visitada da América do Sul. A frequência de exposições também cresceu, saltando de duas ou três por ano para sete, evidenciando a capacidade do museu de atrair tanto turistas quanto a população local.
A nova livraria, resultado da parceria com a Janela Livraria, foi projetada com uma filosofia simples: valorizar materiais em seu estado natural, como madeira e aço. “Criamos um espaço que seja confortável e funcional, sem excessos, promovendo um ambiente acolhedor que facilite o cotidiano das pessoas”, explica Leticia Bosisio, sócia-fundadora da livraria. Além disso, a equipe está se organizando para implementar clubes de leitura focados em temas relacionados ao território da Pequena África e outras questões contemporâneas.
Uma Publicação que Registra a História e a Cultura Local
Ilustrado com mapas do século XVIII e XIX e obras de artistas viajantes como Jean-Baptiste Debret, Johann Moritz Rugendas e Thomas Ender, o livro traz um retrato vívido da Baía de Guanabara e do cotidiano carioca. Também inclui fotografias históricas de renomados fotógrafos como Augusto Malta e Juan Gutierrez, que documentaram a transformação do local ao longo do tempo. A publicação não apenas registra a mudança da área, incluindo a demolição da Perimetral que cortava a Praça Mauá, mas também apresenta um ensaio visual de Thales Leite, capturando a essência das obras e exposições que marcaram os últimos dez anos do museu.
Charles Cosac, responsável pela publicação, destaca o valor do livro: “As ilustrações, fotografias, mapas e textos reunidos refletem as diversas transformações da Baía da Guanabara desde o século XVI até os dias atuais. Este projeto visa ressaltar a importância do Museu do Amanhã como um centro cultural de excelência e uma joia que se integra ao cenário já grandioso do Rio de Janeiro.”

