Tragédia na Ilha do Governador
A morte de Ayla dos Santos, uma criança de apenas cinco anos, gerou comoção e levantou questionamentos sobre a atuação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na Ilha do Governador. O triste evento ocorreu na última quinta-feira, 16 de novembro, quando Ayla foi levada à unidade de saúde com dificuldades para se alimentar. A menina, segundo informações, foi classificada na triagem como caso ‘verde’, indicando que não apresentava urgência no atendimento e permaneceu na UPA durante a tarde.
A família contou que os médicos diagnosticaram uma infecção urinária e Ayla recebeu medicação. No entanto, conforme relatos, os profissionais de saúde decidiram transferi-la para a área de atendimento mais intensa, conhecida como ‘área vermelha’, pois a condição da menina parecia se agravar. Por volta das 22h, a tragédia ocorreu: Ayla foi declarada morta.
Andrey de Oliveira, pai da criança, expressou sua angústia ao RJ1, afirmando: ‘Minha filha estava bem, os dentinhos dela estavam crescendo. Tiraram o sangue da minha filha, não estava com nada, estava sem febre, tudo bem com ela’. Em sua declaração, ele salientou a gravidade da situação e como a criança parecia saudável antes da internação. ‘Deram uma injeção nela tão forte. Falaram que ela estava passando mal, colocaram ela no soro, levaram ela pra sala vermelha e minha veio a óbito’, desabafou Andrey, claramente em estado de choque e tristeza pela perda repentina.
A Fundação Saúde, responsável pela gestão da UPA, divulgou uma nota informando que Ayla passou por uma série de exames laboratoriais e de imagem, e que recebeu tratamento conforme seu quadro clínico na unidade. A fundação ressaltou que apenas uma investigação aprofundada poderá esclarecer as circunstâncias que levaram ao falecimento da pequena Ayla.
A situação levantou preocupações sobre a qualidade do atendimento nas unidades de emergência e a eficácia dos protocolos de atendimento em casos que podem se tornar críticos rapidamente. Familiares e amigos se reuniram para prestar homenagens à menina, que será sepultada no cemitério do Cacuia, na Ilha do Governador, na tarde deste sábado, 18 de novembro. A tragédia de Ayla ressalta a necessidade de uma revisão nos procedimentos adotados em situações de emergência, visando garantir a segurança e a saúde das crianças atendidas nas UPAs.

