A Volta de Garotinho e Outros Caciques
Com a liberação da Justiça, figuras conhecidas da política fluminense, como Anthony Garotinho e Paulo Melo, estão se preparando para um retorno nas eleições. Garotinho, caso decida concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), poderá enfrentar seu próprio filho, Wladimir (PL), na disputa por um espaço na Câmara. O ex-prefeito de Campos dos Goytacazes, atualmente aliado do senador Flávio Bolsonaro, e Wladimir têm se desentendido devido às críticas que Garotinho tem feito ao pré-candidato do PL ao governo, Douglas Ruas, além de seu rival Eduardo Paes (PSD). Até o fechamento deste artigo, Garotinho não havia respondido às tentativas de contato do GLOBO.
Outro nome que retornará à cena eleitoral é o ex-deputado Edson Albertassi, que, embora tenha cumprido prisão domiciliar durante as eleições de 2022 por conta da Operação Cadeia Velha, teve sua situação favoravelmente revista. O caso, que estava sob análise da Justiça Federal, foi arquivado pela Justiça do Rio no mês passado, permitindo que Albertassi se candidatar novamente a deputado estadual, assim como Paulo Melo.
Albertassi em Busca de Apoios Diversificados
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Em entrevista a uma rádio de Volta Redonda (RJ), Albertassi declarou que “não deve nada à Justiça”. Para sua candidatura à Alerj, ele tenta equilibrar os apoios entre Eduardo Paes e Flávio Bolsonaro. Em 2014, em um movimento semelhante, Albertassi havia apoiado a candidatura presidencial de Aécio Neves (PSDB), apesar de o MDB estar coligado com Dilma Rousseff (PT) na época.
A estratégia de Albertassi é criar uma nova coligação, denominada “Bolsopaes”, que une a campanha de Bolsonaro com a de Eduardo Paes. Ele comentou: “O alinhamento do partido no Rio é pela campanha do Bolsonaro, com os senadores também apoiados pelo PL, e com o Eduardo Paes. Quando Pezão era candidato ao governo, fizemos uma dissidência. Agora, sugiro criar o ‘Bolsopaes’”.
Paulo Melo: Desafios e Novas Perspectivas
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Fonte: olhardanoticia.com.br
Paulo Melo, por sua vez, está se preparando para fazer campanha fora de Saquarema, sua cidade natal, onde sempre teve forte base eleitoral. Na eleição de 2024, onde se tornou elegível novamente, ele enfrentou desafios significativos, tendo perdido a disputa para o ex-prefeito Antonio Peres (PL). A expectativa é que o cenário se repita, já que Peres pretende apoiar a candidatura da ex-mulher, Manoela, ao Legislativo.
“Eu sabia que a campanha de 2024 seria difícil, mas teve a importância de mostrar para as pessoas que eu estava elegível, apesar das mentiras que diziam sobre mim”, afirmou Melo.
Novos Herdeiros na Política Fluminense
A eleição deste ano também verá a participação de novos nomes, herdeiros de figuras políticas tradicionais do estado. Marco Antônio Cabral (Solidariedade), filho do ex-governador Sérgio Cabral, e Leonardo Picciani (PV), filho do falecido ex-deputado Jorge Picciani, que faleceu em 2021, estão buscando uma nova chance, após não conseguirem se eleger à Câmara nas últimas eleições. Ambos deixaram o MDB em busca de melhores perspectivas eleitorais.
Com esse cenário, as eleições de 2024 no Rio de Janeiro prometem ser um verdadeiro campo de batalha, onde figuras tradicionais e novos rostos se misturam, refletindo as constantes transformações da política fluminense e a busca por novas alianças e estratégias.

