Expansão do projeto ‘Jogar e Aprender’ na Bahia
O Instituto Brasil Solidário (IBS) seguirá com a implementação do projeto “Jogar e Aprender: Protagonismo Infantojuvenil com jogos educativos” em Salvador, realizando no dia 17 de julho, no Fiesta Bahia Hotel, o segundo seminário voltado para essa iniciativa. O encontro reunirá aproximadamente 120 participantes, entre educadores, gestores escolares, prefeitos e representantes das secretarias de educação, com o objetivo de apresentar o projeto, ampliar a adesão de municípios e permitir a ativação prática dos jogos pedagógicos.
Este seminário acontece após o lançamento do projeto na Chapada Diamantina, realizado em junho no Centro Cultural EcoViva, em Lençóis, que contou com a participação de lideranças de 32 municípios. Com a formalização das adesões, o projeto avança na Bahia, com o apoio do Fundo da Infância e Adolescência (FIA), por meio do Fundo Estadual da Criança e do Adolescente (Fecriança), em parceria com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CECA), além do apoio do Nubank.
Impacto e metodologia do projeto
Ao longo de 2026, “Jogar e Aprender” atenderá cerca de 150 mil estudantes em aproximadamente 500 escolas municipais e estaduais da Bahia. A iniciativa inclui a formação de mil educadores, sendo 800 por meio de ensino a distância e 200 em encontros presenciais. Além disso, as escolas receberão kits com jogos da família PIC$, que envolvem tabuleiros e cartas abordando temas como planejamento financeiro, consumo consciente, endividamento, empreendedorismo e sustentabilidade, todos adaptados com recursos de acessibilidade em Libras.
Segundo Luis Salvatore, presidente do Instituto Brasil Solidário, “a educação financeira deve estar conectada ao cotidiano dos estudantes e suas famílias. Quando o professor domina a metodologia e trabalha o tema integrado, o aprendizado ganha significado e ultrapassa os muros da escola, alcançando também as famílias por meio dos alunos motivados”.
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Contexto da educação financeira no Brasil
Dados da Serasa indicam que, em outubro de 2025, o Brasil registrava 80,4 milhões de inadimplentes, um problema que se origina antes da vida adulta. O Relatório de Cidadania Financeira do Banco Central, lançado em abril de 2026, relaciona o analfabetismo financeiro ao endividamento crônico das famílias brasileiras. A experiência do IBS em outras regiões comprova que a escola é um ambiente fundamental para interromper esse ciclo.
Uma avaliação realizada em parceria com a Plano CDE, divulgada em abril, com mais de 2.300 educadores da rede pública, apontou avanços significativos após as formações. Inicialmente, sete em cada dez professores afirmavam não possuir ferramentas adequadas para ensinar educação financeira; após a capacitação, mais de 80% se sentiram preparados para abordar o tema em sala de aula.
Empoderamento feminino e resultados práticos
Vale destacar que 80% dos educadores formados pelo IBS são mulheres, o que torna o projeto também uma importante iniciativa de empoderamento financeiro feminino. Professoras que aprendem a gerir suas finanças passam a ensinar o tema com autoridade e experiência próprias. Um exemplo é a professora Janete dos Santos Oliveira, de Imperatriz (MA), que superou uma grave crise de endividamento, levou a educação financeira para a sala de aula e contribuiu para a aprovação de uma lei municipal sobre o tema em 2025.
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Fonte: belembelem.com.br
Receptividade e expectativas para Salvador
O sucesso do primeiro seminário em Lençóis evidencia o potencial da iniciativa em Salvador. Flávia de Sousa Pinto, assessora técnica da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, destaca que o projeto ultrapassa os muros da escola, alcançando também as famílias. “O projeto acolhe não só os estudantes, mas suas famílias, promovendo uma transformação no núcleo familiar a partir do desenvolvimento da criança na escola”, afirma.
Ricardo Berbel, secretário municipal de Educação de Wagner e vice-presidente da Undime Bahia, ressalta a relevância do projeto ao enfatizar que trabalhar educação financeira desde cedo contribui para que as futuras gerações tenham organização financeira, projetos de vida e possam transformar sua realidade, tudo isso por meio de uma abordagem lúdica que atrai a atenção dos alunos.
Continuidade e abrangência do projeto
Além das escolas públicas, o projeto atenderá estudantes vinculados à Associação de Educadores de Escolas Comunitárias (AEEC), que atua em territórios diversos da Bahia. Diferentemente de intervenções pontuais, o “Jogar e Aprender” prevê quatro ciclos formativos durante o ano letivo, avaliação externa independente e monitoramento contínuo dos resultados nas escolas participantes, garantindo um acompanhamento aprofundado do impacto da iniciativa.

