Anderson Moraes e o bolsonarismo na Assembleia Legislativa do Rio
Quem é o candidato a deputado estadual de Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro? No cenário eleitoral do PL, partido que concentra a maior parte do bolsonarismo fluminense, Anderson Moraes (PL), número 22120, destaca-se por uma trajetória política estreitamente ligada ao ex-presidente desde sua estreia na política. Sua relação com o bolsonarismo não é recente, remontando à eleição de 2018, quando entrou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) na esteira da primeira grande onda eleitoral de Jair Bolsonaro.
Ele integrou a bancada do então PSL, que saltou de uma presença modesta para 13 cadeiras, tornando-se a maior força na Alerj naquele ano. Desde então, Anderson manteve alinhamento firme com a família Bolsonaro e defendeu pautas conservadoras que marcam o campo político do ex-presidente.
Participação ativa em mobilizações e defesa de Bolsonaro
Mais do que um parlamentar alinhado programaticamente, Anderson Moraes assumiu papel ativo na mobilização política bolsonarista dentro e fora do legislativo. Em maio de 2021, participou da organização da motociata que percorreu o Rio de Janeiro em apoio a Bolsonaro, reforçando sua presença nas manifestações de rua que marcaram o governo do ex-presidente.
Além disso, Anderson registrou na Polícia Federal uma denúncia contra um painel instalado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que exibia mensagens contrárias ao governo federal, interpretando a ação como uso indevido de recursos públicos para propaganda política contra Bolsonaro. Essa postura ilustra seu comprometimento em defender publicamente o ex-presidente e seu governo.
Conflitos com universidades públicas e posicionamentos ideológicos
Outra disputa envolvendo Anderson ocorreu na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), quando o deputado retirou pessoalmente uma faixa com a frase “Fora Bolsonaro e Mourão” e posteriormente propôs um projeto que permitiria a extinção da universidade, alegando “aparelhamento ideológico de viés socialista”. A medida gerou controvérsia, mas reforçou a identificação política do parlamentar com o bolsonarismo e sua oposição a determinados setores acadêmicos.
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Durante a pandemia de Covid-19, Anderson apresentou projeto para proibir a vacinação compulsória contra a doença no estado do Rio, alinhando-se à posição de Jair Bolsonaro contra a obrigatoriedade da imunização, especialmente em relação às vacinas produzidas na China. Essa iniciativa evidenciou a sintonia entre as pautas defendidas pelo deputado e as disputas políticas nacionais lideradas pelo ex-presidente.
Relação estreita com a família Bolsonaro e articulação partidária
O vínculo do deputado vai além de Jair Bolsonaro. Em 2023, Anderson apresentou proposta para conceder a Medalha Tiradentes, maior honraria da Alerj, a Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente e então vereador do Rio de Janeiro. A homenagem, aprovada no dia do aniversário de Carlos, reforçou a proximidade política existente entre Anderson e a família Bolsonaro.
Em 2026, seu nome chegou a ser cogitado para disputar o Senado, sustentado pelo respaldo político do grupo Bolsonaro e seu reconhecimento entre os eleitores conservadores do estado. Embora a composição partidária tenha seguido outro caminho, a consideração evidencia o espaço conquistado por Anderson dentro do bolsonarismo fluminense.
Continuidade no PL e atuação além das pautas ideológicas
Após a migração do PSL para o PL, partido que acolheu Jair Bolsonaro para a eleição presidencial de 2022, Anderson manteve-se firme no partido e foi reeleito para seu segundo mandato na Alerj. Além das bandeiras conservadoras, o deputado também atuou em temas como empreendedorismo, redução de impostos, liberdade econômica, tecnologia e inovação.
Em 2024, assumiu a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, participando de iniciativas relacionadas à Faperj, universidades e desenvolvimento científico, como o primeiro Prêmio Faperj de Ciência, Inovação e Reconhecimento em 2025. Essa experiência amplia seu currículo para além das pautas tradicionais do bolsonarismo.
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Contexto eleitoral e pluralidade do bolsonarismo no Rio
Embora Anderson Moraes seja um dos nomes mais destacados do bolsonarismo na nominata do PL, ele não é o único candidato identificado com o ex-presidente na disputa por uma cadeira na Alerj. O partido concentra diversos nomes alinhados à direita conservadora, sendo atualmente a principal força eleitoral desse campo no estado.
Entretanto, a trajetória de Anderson, documentada desde sua entrada na política em 2018, mostra uma relação contínua e consistente com Jair Bolsonaro e suas pautas, o que o diferencia dentro do grupo. Para o eleitor que busca um representante que acompanhe o bolsonarismo desde a origem de sua carreira parlamentar, Anderson Moraes apresenta uma história sólida e alinhada.
Anderson Moraes e os desafios da eleição de 2026
Na campanha de 2026, Anderson segue ativo nas principais movimentações do PL no Rio de Janeiro, participando de eventos como o 3º Seminário Nacional de Comunicação do partido e a carreata da campanha de Douglas Ruas ao Governo do Estado. Seu envolvimento demonstra continuidade na articulação política e compromisso com as estratégias eleitorais do bolsonarismo fluminense.
Assim, Anderson Moraes permanece como um dos nomes centrais do PL e do bolsonarismo no Rio, buscando a reeleição para a Assembleia Legislativa com o número 22120. Sua trajetória evidencia a consolidação de um perfil político alinhado às decisões e disputas do campo conservador no estado, com impacto direto no cenário eleitoral e institucional do Rio de Janeiro.

