Contexto Político e Desafios no Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro, reconhecido como um dos principais redutos do bolsonarismo, vive uma crise institucional que se aprofunda diante da articulação entre regime político, milícias e o crime organizado. Com as eleições de 2026 se aproximando, a esquerda socialista e o PSOL-RJ enfrentam um cenário complexo, em que a luta eleitoral se desenrola como uma disputa intensa e urgente, exigindo táticas claras para reverter o quadro atual.
Disputa Presidencial e Cenário de Empate Técnico
As eleições presidenciais ainda não têm um resultado definido. Pesquisas recentes indicam um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, diferente do que ocorreu em 2018 e 2022, quando uma das candidaturas apresentava vantagem significativa neste estágio. Além disso, o ambiente internacional traz um desafio extra, com a atuação de figuras como Donald Trump influenciando os processos eleitorais na América Latina, e a ascensão da extrema direita em vários países da região.
Embora as denúncias contra Flávio Bolsonaro continuem sendo pauta na imprensa, o desgaste causado por escândalos anteriores parece estar diminuindo. Por outro lado, Lula tem adotado medidas para reafirmar sua posição, como a proposta de negociar com Trump para defender a soberania nacional e o acordo com Alcolumbre para acabar com a escala 6×1 no senado, pautas que mobilizam a militância e ampliam o engajamento popular.
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PSOL e a Prioridade de Fortalecer a Campanha de Lula
Para o PSOL, a principal missão é consolidar o apoio à candidatura de Lula. A eleição está em aberto, e o partido reconhece a importância de somar forças para garantir a derrota do bolsonarismo no Rio. A participação de Lula em comício em Bangu, que reuniu milhares de pessoas, representou um momento decisivo para impulsionar a mobilização popular nas ruas, nas comunidades e nos locais de trabalho.
Contudo, a exclusão do PSOL do palanque pelo PT e PSD no evento foi um equívoco estratégico, sobretudo porque a unidade entre os partidos de esquerda é vital neste momento. Ainda assim, o PSOL reafirmou seu compromisso político ao marcar presença com candidaturas expressivas, como as de Talíria Petrone, Luciana Boiteux, William Siri, Monica Benicio e do presidente do partido no Rio, Flávio Serafini.
Eleição para o Governo e a Dinâmica da Campanha
No campo estadual, o bolsonarismo tenta se reerguer, com a candidatura de Douglas Ruas ganhando força nas ruas e nas pesquisas. Eduardo Paes mantém vantagem, mas a possibilidade de segundo turno permanece real, o que coloca a candidatura de William Siri como opção para aqueles que buscam uma alternativa sem alianças com bolsonaristas. A disputa pelo governo do estado segue acirrada e exige atenção da esquerda para ampliar sua base.
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Perspectivas para o Senado e Candidaturas do PSOL
As pesquisas recentes mostraram sinais positivos para o PSOL no Rio. Benedita da Silva lidera com 10% das intenções de voto, enquanto Monica Benicio aparece em quarto lugar com 5%, à frente de Pedro Paulo (PSD), apoiado pelo PT. No quesito “segundo voto”, Monica lidera com 7%, evidenciando um crescimento no eleitorado de esquerda e descontentamento com o apoio do PT a Pedro Paulo.
Com quase metade do eleitorado ainda indeciso, branco, nulo ou abstendo-se, a disputa para o Senado permanece aberta. A candidatura de Monica Benicio representa uma oportunidade para a esquerda consolidar seu espaço e questionar a coerência política de Pedro Paulo, que possui histórico controverso, incluindo votos contra Dilma Rousseff e apoio a medidas de blindagem política.
Estratégias para Fortalecer a Campanha de Monica Benicio e a Esquerda
Nas próximas semanas, o foco do PSOL será ampliar a visibilidade de Monica Benicio, aproveitando o potencial de crescimento demonstrado nas pesquisas. A articulação política buscará integrar agendas dos candidatos proporcionais para fortalecer a campanha nas ruas e redes sociais. Essa estratégia visa garantir maior tração eleitoral e consolidar a presença do partido na disputa, ampliando o impacto das candidaturas de esquerda no cenário estadual e nacional.

