Garotinho e a Disputa Judicial que Marca sua Candidatura
Anthony Garotinho (Republicanos) permanece na disputa pelo Governo do Rio de Janeiro, mesmo após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) ter indeferido, por unanimidade, seu registro de candidatura. A decisão ainda não é definitiva, já que cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O processo está relacionado a uma impugnação do Ministério Público Eleitoral (MPE), que cita uma condenação por improbidade administrativa envolvendo suposto esquema de fraudes e desvio de recursos na Secretaria de Estado de Saúde durante a gestão da ex-governadora Rosinha Garotinho, esposa do candidato.
Suspensão dos Direitos Políticos e Divergências na Justiça
A condenação acarretou a suspensão dos direitos políticos de Garotinho por oito anos. A principal controvérsia reside no cálculo desse prazo. A defesa argumenta que a condenação transitou em julgado em 2018, o que significaria o cumprimento da suspensão em agosto de 2026. Já o Ministério Público Eleitoral considera que o prazo deve ser contado a partir de uma decisão de junho de 2025, mantendo a suspensão vigente. Essa divergência está no cerne da análise do Judiciário eleitoral.
Trajetória Política e Perfil de Anthony Garotinho
Natural de Campos dos Goytacazes, Garotinho tem 66 anos e iniciou sua carreira pública como filiado ao PT na década de 1980. Jornalista e radialista de formação, foi eleito prefeito de sua cidade natal por duas vezes antes de renunciar em 1998 para disputar o governo do Rio de Janeiro. Venceu as eleições e governou o estado entre 1999 e 2002.
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Em 2002, Garotinho concorreu à Presidência da República, terminando em terceiro lugar, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu o pleito. Em 2010, eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro pelo partido PR, declarou possuir R$ 80 mil em bens. Atualmente, seu patrimônio é estimado em R$ 167,5 mil.
Repercussões da Anulação da Condenação na Operação Chequinho
Garotinho retoma a candidatura ao Palácio Guanabara após o Supremo Tribunal Federal (STF) anular sua condenação na Operação Chequinho. O ministro Cristiano Zanin concluiu que as provas apresentadas não sustentavam a condenação. A investigação apurava um suposto esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2016 em Campos dos Goytacazes, quando Rosinha Matheus, esposa de Silva (PT) e Garotinho, era prefeita.
Embora tenha sido condenado por corrupção eleitoral, associação criminosa, supressão de documento público e coação no curso do processo, a decisão foi revertida pelo STF, o que reforça a atual disputa jurídica em torno da candidatura do ex-governador.

