Furto de cabos deixa CIEP sem luz e impacta aulas em Duque de Caxias
O CIEP Professor Sylvio Gnecco de Carvalho, localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, permanece sem energia elétrica desde abril, devido ao furto de cabos que comprometeu a infraestrutura da unidade. Essa situação tem prejudicado diretamente os alunos do ensino integral, que agora contam com apenas uma hora e meia de aula por dia, muito abaixo do previsto para o modelo de ensino adotado.
Redução da carga horária e dificuldades na aprendizagem
Com a ausência de energia, os estudantes não conseguem realizar as atividades presenciais durante todo o período letivo. O ensino, que deveria ser integral, está limitado a horários curtos: das 9h às 10h30 para o ensino médio, e das 7h30 às 9h para o fundamental 2. Fora do horário presencial, os professores enviam tarefas e conteúdos por meio de celulares, o que altera a dinâmica de aprendizagem e sobrecarrega alunos e familiares.
A estudante Ana Luiza Fernandes, de 16 anos, relata que a falta de tempo para concluir as aulas prejudica o desenvolvimento das atividades. “Às vezes, o professor não consegue terminar a aula porque já tem outro esperando para entrar. Fica tudo muito corrido, e não conseguimos prestar atenção como deveríamos”, contou.
Prejuízos à infraestrutura e limitações no uso dos espaços
Além do furto de cabos registrado duas vezes neste ano — em fevereiro e abril —, o CIEP sofreu danos nas caixas de passagem, conforme relatório técnico da rede estadual. A ausência de iluminação restringe os locais onde as aulas podem acontecer, forçando os estudantes a utilizarem apenas as áreas com luz natural. Íris Teodósio, mãe de duas alunas, destacou que os corredores estão escuros, limitando o uso da escola para as atividades.
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Fonte: jornalvilavelha.com.br
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Fonte: noticiasdorecife.com.br
Orçamento aprovado, mas obra ainda não iniciada
Em 6 de julho, a Secretaria Estadual de Educação elaborou um orçamento de R$ 130.951,46 para a reposição dos cabos furtados e reparos na infraestrutura da escola. Apesar disso, até o momento, os serviços ainda não começaram, mantendo os alunos em condições precárias para o aprendizado.
Erika Pereira, mãe de aluno da unidade, expressa a preocupação dos responsáveis: “Desde abril, a escola está sem energia, o que atrapalha o estudo das crianças, e não temos informações claras sobre a solução do problema”.
O professor aposentado Ronaldo Miranda, avô de um estudante, também manifesta insatisfação com a demora na resolução. “Nenhuma obra foi iniciada, e a escola continua na escuridão, com falta de aulas adequadas”, afirmou.
Intervenção em fase final e ações de segurança
A Secretaria Estadual de Educação informou que a intervenção para restabelecer a energia está na fase final e que os serviços deverão começar imediatamente. A pasta também destacou que está ampliando a instalação de sistemas de alarme para reforçar a segurança da unidade.
Paralelamente, a Polícia Militar realiza operações para combater crimes na região e direciona efetivos para pontos estratégicos próximos à escola. A corporação permanece disponível para ouvir demandas específicas da comunidade escolar e ajustar estratégias de proteção.
Impactos na rotina escolar e próximos passos
A falta de energia elétrica no CIEP Professor Sylvio Gnecco de Carvalho afeta diretamente o direito ao ensino integral e dificulta a aprendizagem dos estudantes. A solução depende da conclusão da intervenção e da retomada das obras para reposição dos cabos furtados. Já, alunos, famílias e professores enfrentam os desafios de uma rotina escolar limitada e improvisada, que escancara as dificuldades estruturais enfrentadas por unidades da rede pública estadual no Rio de Janeiro.

