Aumento Expressivo dos Casos de Mpox no Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro registra um crescimento preocupante nos casos de Mpox, ultrapassando o total confirmado durante todo o ano anterior. Em 2026, foram diagnosticados 211 casos, contra 119 em 2025, conforme dados atualizados até o dia 27 pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (CIEVS). Além disso, 117 suspeitas ainda estão em investigação.
O aumento mais significativo ocorreu nos meses de setembro e outubro, que juntos somaram 90 confirmações, com 45 casos em cada mês. Esse cenário reforça a necessidade de atenção redobrada à doença na região.
Cenário na Capital e Internações
Na cidade do Rio, a situação também é grave. O Observatório Epidemiológico municipal aponta 74 casos confirmados apenas nos últimos dois meses de 2026, enquanto no mesmo período do ano anterior foram registrados apenas 10, um salto de sete vezes no número de diagnósticos. Setembro foi o mês com maior registro desde 2023, com 45 confirmações, seguido por 29 em outubro, até o dia 30.
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Fonte: gpsbrasilia.com.br
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Fonte: jornalvilavelha.com.br
No acumulado do ano, a capital contabiliza 167 casos, superando os 94 de 2025. Ainda existem 81 notificações suspeitas em análise. Outro ponto preocupante é o número de pacientes internados. Dez pessoas estão hospitalizadas no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos.
Vacinação e Critérios de Prioridade
A falta de vacinas na rede pública do Rio é um desafio para conter o avanço da doença. Atualmente, a imunização pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não está disponível para toda a população, seguindo critérios do Ministério da Saúde que priorizam grupos com maior risco, como pessoas propensas a formas graves, profissionais laboratoriais e contatos de risco com casos suspeitos ou confirmados.
O deputado federal e ex-secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, pediu ao Ministério da Saúde que amplie a oferta de vacinas e a cobertura para os grupos vulneráveis, ressaltando que a maioria dessas pessoas ainda não foi imunizada.
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Fonte: feirinhadesantana.com.br
Transmissão, Sintomas e Cuidados
A Mpox é transmitida principalmente pelo contato direto com lesões de pessoas infectadas, além do contato com fluidos corporais, secreções respiratórias em contato próximo prolongado e objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas. Os sintomas incluem febre, dores musculares, cefaleia, mal-estar, aumento dos gânglios linfáticos e lesões na pele, que podem surgir em regiões como genital, anal e oral.
A maioria dos casos apresenta sintomas leves ou moderados, mas a doença pode ser grave para pessoas com imunidade comprometida, crianças e gestantes. Em caso de suspeita, é fundamental buscar atendimento médico para avaliação e exames, evitando contato próximo e compartilhamento de objetos pessoais até orientação profissional.
O monitoramento rigoroso dos casos e o diagnóstico precoce são essenciais para conter a transmissão e minimizar o impacto na população.

