Impacto Econômico da Economia Azul no Rio de Janeiro
O Governo do Estado do Rio de Janeiro apresentou no dia 29 de outubro o Painel da Economia Azul, uma plataforma inédita que reúne dados detalhados sobre o setor no território fluminense. A iniciativa é resultado do Diagnóstico da Economia Azul, coordenado pelos professores Joilson Cabral (UFRRJ) e Thauan Santos (Escola de Guerra Naval), que compila uma série histórica de 2008 a 2024 com base em dados da RAIS/MTE.
O estudo destaca que a Economia Azul responde por cerca de 13,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, com faturamento estimado em R$ 384,2 bilhões. Esse segmento, que envolve 101 atividades econômicas distribuídas em oito setores, apresenta um crescimento expressivo no emprego, que passou de 255.190 trabalhadores em 2008 para 388.218 em 2024, um avanço de 52,13%. O Rio de Janeiro lidera, respondendo por aproximadamente 35% do emprego da Economia Azul no Brasil.
Avanços sociais e regionais no setor
O diagnóstico também mostra progresso na inclusão social dentro do setor, com a participação feminina aumentando de 21,03% para 26,49% e a proporção de trabalhadores com ensino médio completo subindo de 37,01% para 59,62% ao longo do período analisado. Segundo dados da OCDE (2024), a Economia Azul representa entre 27% e 44% do PIB estadual, concentrando-se principalmente na Região Metropolitana, que responde por 56% da produção azul do Estado e 36% da produção nacional.
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Rodrigo Mascarenhas, secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, ressalta que o Painel da Economia Azul oferece acesso público e interativo a esses dados, apoiando gestores, pesquisadores e o setor produtivo na tomada de decisões estratégicas para o desenvolvimento do segmento.
Iniciativas e futuro da Economia Azul no Rio
A Região Metropolitana do Rio de Janeiro conta com importantes iniciativas que fortalecem o setor, como o Hub de Inovação BlueRio, que já mapeou 289 startups focadas em energia limpa, portos, logística marítima, navegação e saneamento. Além disso, a Rede Oceano Limpo reúne 183 organizações signatárias, enquanto o Programa Guanabara Azul conta com investimentos de cerca de R$ 42 milhões via Fecam.
O lançamento do Painel ocorreu durante o Blue Economy Rio Summit, evento que antecede a Conferência Global da Década do Oceano da Unesco, prevista para abril de 2027 na cidade do Rio de Janeiro. Essa conferência é co-organizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI/Unesco), consolidando o Estado como protagonista na agenda global de sustentabilidade oceânica.
Economia Azul: fundamental para o planeta e a economia
O oceano é vital para o equilíbrio do planeta. Cerca de 3,1 bilhões de pessoas vivem a até 100 km da costa, enquanto os oceanos absorvem cerca de 30% do CO₂ emitido e produzem metade do oxigênio da atmosfera. As atividades econômicas ligadas ao mar geraram cerca de US$ 1,5 trilhão em 2010, o equivalente a 2,5% do PIB global, com projeção de dobrar até 2030.
Com a institucionalização da Economia Azul, o Rio de Janeiro reforça seu papel no desenvolvimento sustentável e econômico, refletindo diretamente na geração de emprego, renda e inovação para o estado e o país.

