Prioridade na Segurança Pública
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Um dia após ser nomeado presidente de honra do partido Direita Brasil, que está em fase de formação e se prepara para as eleições deste ano, o ator Mário Gomes revelou que, no momento, não considera se candidatar. Em entrevista, Gomes destacou que sua principal preocupação é a segurança pública no Rio de Janeiro. “Por enquanto, não estou pensando em candidatura. Minha prioridade é encontrar uma forma de consertar o Rio”, disse.
O ator, que é natural da cidade, expressou sua indignação com a crescente violência. “É necessário acabar com a insegurança, que é alarmante aqui e na maioria das cidades brasileiras. Contudo, no Rio a sensação de abandono é ainda mais intensa”, enfatizou. Gomes citou que tem conversado com pessoas que buscam soluções, mas reafirmou que seu foco não é a política. “Estou atento à situação, mas meu intuito é buscar soluções, não me candidatar”.
Viver no Rio de Janeiro
O ator também compartilhou seu amor pela cidade: “Sou do Rio e desejo continuar morando aqui. Já pensei em sair? Sim, mas adoro a praia, as pessoas e a natureza. É uma cidade maravilhosa, mas a violência é inaceitável”. Ele relatou experiências traumáticas, como a perda de dois relógios Rolex e uma invasão em seu lar, onde foi agredido e teve seus bens subtraídos por assaltantes armados. “Tenho filhos pequenos que saem para a escola e socializar, e a preocupação com a segurança deles é constante. Vivemos em um estado de pânico”.
Intervenção do Exército
Gomes se posicionou favoravelmente à presença do Exército nas ruas: “Esse Exército, que está sucateado e apenas pinta meio-fio, deveria ser mobilizado em ações conjuntas com a polícia nas principais cidades do Brasil. Se deu certo em outros países, por que não aqui?”, questionou. Para ele, a colaboração entre as forças pode ser útil, especialmente considerando a inatividade de muitos profissionais que recebem salários elevados sem desempenhar funções efetivas no combate à criminalidade.
Construindo Relações com a Comunidade
O ator acredita que a aceitação da comunidade seria positiva: “As pessoas abraçariam a ideia. Oferecer um sanduíche, ajudar com alimentação e tratar todos com respeito e dignidade criaria uma relação de parceria livre de corrupção. Temos milhares de homens treinados para situações de guerra, mas não estamos preparados para enfrentar a realidade em que vivemos”.
Com um modelo de revezamento nas ruas, ele defende que o impacto não seria tão pesado. “Há muitos que estão inativos nas Forças Armadas, e isso precisa mudar. É hora de agir em prol da nossa segurança”, concluiu.

