Operação Anomalia: Ação da PF contra Venda de Influência
A Polícia Federal (PF) anunciou, por meio de um comunicado, o início da “Operação Anomalia”. O objetivo é cumprir mandados do Supremo Tribunal Federal (STF) que visam desarticular uma associação criminosa que envolve advogados, um ex-secretário de Estado e servidores públicos, incluindo um delegado da PF. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pela instituição.
Segundo a PF, o núcleo criminoso, alvo desta operação, é suspeito de negociar vantagens indevidas e vender influência em favor de um traficante internacional de drogas, cujo nome também permanece em sigilo.
Na manhã desta segunda-feira, as autoridades estão cumprindo quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão no município do Rio de Janeiro. Além disso, medidas cautelares foram impostas, como o afastamento dos suspeitos de funções públicas. Todas as ordens judiciais foram expedidas pelo STF.
Ao explicar as ações realizadas pelos integrantes desse suposto grupo criminoso, a PF detalhou que os investigados formaram uma associação criminosa com foco na prática de crimes contra a administração pública e favorecimento de interesses ligados ao tráfico de drogas.
O esquema, conforme a PF, envolvia a articulação de um ex-secretário de Estado e advogados que atuavam como intermediários para assegurar favores e pagamentos indevidos em espécie ao delegado da PF, em troca de informações privilegiadas e influência interna. As investigações também revelaram a participação de um indivíduo com histórico criminal, o qual tinha como objetivo facilitar operações políticas e administrativas em Brasília.
A operação é parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, criada para garantir uma atuação uniformizada na produção de inteligência e repressão aos principais grupos criminosos violentos no Estado do Rio de Janeiro. A PF destacou que a missão inclui um foco especial na desarticulação das conexões desses grupos com agentes públicos e político.
Se a culpa for comprovada, os investigados poderão responder, conforme suas responsabilidades, pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência e lavagem de capitais, conforme esclareceu a PF.

