Conexão entre memória e futuro
Após uma década de hiato, o Festival Feira Preta faz seu retorno triunfante ao Rio de Janeiro com uma edição que promete entrelaçar memória, cultura e perspectivas para a economia preta. Sob o lema “Viva Pequena África”, o festival ocorrerá nos dias 29, 30 e 31 de maio, ocupando espaços emblemáticos como o Píer Mauá, o Armazém Kobra e toda a região portuária, incluindo o circuito histórico da Pequena África, um dos principais marcos da diáspora africana no Brasil.
Este retorno ao Rio de Janeiro sucede o festival realizado em Salvador em 2025, que atraiu mais de 30 mil participantes durante três dias de programação gratuita no Centro Histórico. A transição entre as duas cidades não é apenas geográfica, mas simboliza a intenção do Festival Feira Preta de conectar locais históricos da diáspora africana, criando uma rede que une centros culturais e econômicos negros. Ao migrar de Salvador para o Rio, o festival estabelece uma ligação viva, fomentando o intercâmbio de ideias, pessoas e negócios e solidificando a economia preta como um pilar essencial para o desenvolvimento do país.
Pequena África: um espaço de resistência e futuro
A volta do Festival Feira Preta ao Rio de Janeiro representa um ato simbólico, escolhendo a cidade como palco para aprofundar laços com a história e a ancestralidade negra. “Voltar ao Rio depois de 10 anos é uma reafirmação da influência deste território na construção da cultura negra brasileira. A Pequena África é um ícone de memória e resistência, mas também de futuro. É aqui que desejamos ressaltar a força da economia preta como um caminho viável para o desenvolvimento”, destaca Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta.
Além disso, a edição carioca ocorre em colaboração com a iniciativa Viva Pequena África, que propõe um modelo de governança inovador no Brasil, onde decisões são compartilhadas, a centralidade do território é priorizada e a comunicação se torna uma infraestrutura fundamental para a transformação social.

