Estado de Saúde das Vítimas
A menina de apenas 9 anos, que foi baleada durante um ataque no Estácio, e um outro ferido permanecem internados no Hospital Central da Polícia Militar. Ambos aguardam estabilização para serem transferidos para uma unidade da rede pública de saúde. Atualmente, as informações sobre o estado de saúde da terceira vítima, que foi levada ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, seguem desconhecidas.
O ataque, que deixou um rastro de desespero, resultou na morte de um homem de 37 anos, identificado como Marcos Vinícius Gomes Marinho. A sogra da vítima relatou que ele era um trabalhador conhecido da praça, onde costumava frequentar. A tragédia se intensificou com a presença de um jovem de 23 anos, que havia saído de casa para comprar um lanche para sua namorada. Um parente dele comentou que, momentos antes dos disparos, a praça estava tranquila.
Imagens do Ataque
Imagens de câmeras de segurança capturaram o início da violência por volta das 20h44, quando a praça estava cheia. O vídeo mostra frequentadores correndo em pânico logo após os primeiros disparos. Uma das cenas mais impactantes revela uma mulher, em desespero, puxando um carrinho de bebê enquanto um homem vestido de preto corre para se proteger. Logo depois, um criminoso de capacete aparece atirando na direção dele. As imagens são angustiantes, com pessoas tentando se esconder no chão em busca de segurança.
Outro ângulo da gravação mostra duas pessoas ao lado da menina vestida de amarelo. Com o início dos tiros, todos tentam encontrar abrigo, enquanto o homem de preto — identificado por testemunhas como alvo dos disparos — é visto novamente correndo, perseguido pelo atirador. Quando os tiros cessam, a menina aparece nas imagens, já ferida. De acordo com um parente, um tiro a atingiu nas costas após atravessar o tecido do carrinho de criança, e logo após, ela caiu, levando os moradores a correrem para socorrê-la.
Investigações e Clamor por Segurança
Testemunhas do ataque relataram que os criminosos eram do Morro do Fallet, uma área controlada pelo Comando Vermelho (CV). O alvo do ataque seria um morador do Morro da Mineira, uma região dominada por uma facção rival. Relatos indicam que esse homem também foi baleado, mas conseguiu fugir da cena.
A praça, na manhã seguinte ao ataque, amanheceu marcada por diversas marcas de tiros. Barracas, armários, freezers e até a lona que cobria uma das áreas de comércio estavam perfurados pelos disparos, evidenciando a gravidade do ocorrido. Moradores expressaram medo e revolta com a situação. “É necessário um reforço na segurança. As pessoas não conseguem ficar tranquilas na rua. A situação no Rio de Janeiro está insuportável”, desabafou um comerciante local.
O caso está sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), e o policiamento na área da praça foi intensificado, em uma tentativa de devolver a segurança à comunidade local.

