Retomada das Obras de Angra 3
Nos últimos dias, o Ministério da Fazenda começou a sinalizar uma mudança de postura em relação ao projeto de retomada das obras de Angra 3. Inicialmente contrário à continuidade das atividades, o ministério agora estuda a viabilidade da iniciativa, desde que sejam implementadas medidas eficazes para mitigar os custos da energia elétrica.
Um estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apontou que o custo da tarifa para a energia gerada em Angra 3 pode variar entre R$ 778 e R$ 817 por megawatt-hora (MWh), um valor considerado elevado. Para minimizar esse impacto, o governo está considerando a possibilidade de rever a taxa de retorno do projeto e buscar financiamentos subsidiados, o que exigirá negociações com o sócio privado da Eletronuclear.
Decisão do CNPE e Contexto do Setor
A decisão final sobre a retomada das obras caberá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O resultado será influenciado pela escolha da União de não recomprar a participação privada na Eletronuclear. A análise atual sugere que abandonar o projeto geraria custos semelhantes, enquanto prosseguir pode aliviar a pressão imediata sobre o Tesouro Nacional.
Investimentos da JBS e Impacto no Oriente Médio
Em outra frente, a JBS anunciou um investimento significativo de US$ 150 milhões para a criação de uma plataforma multiproteínas em Omã, com foco na produção de carne bovina, aves e cordeiro. Este projeto, que envolve uma joint venture com a Oman Food Capital, é uma movimentação estratégica para consolidar a presença da empresa no Oriente Médio, uma região com aproximadamente 2 bilhões de consumidores.
O CEO da JBS, Gilberto Tomazoni, ressaltou que a iniciativa visa diversificar a oferta de proteínas e fortalecer a atuação da companhia em um mercado em expansão. Quando as unidades estiverem operando em plena capacidade, deverão processar mais de 300 mil toneladas de produtos anualmente.
Programa Move Brasil e Sustentabilidade
Por sua vez, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, comentou sobre o programa Move Brasil. Este projeto tem como objetivo aprimorar a logística no país e minimizar os impactos ambientais, especialmente ao incentivar a renovação da frota de caminhões, em resposta ao aumento da safra agrícola e do comércio exterior.
Conforme destacou o ministro, o financiamento do programa será oferecido a uma taxa de 13% ao ano, o que equivale a 0,99% ao mês. A proposta busca oferecer suporte a caminhoneiros, cooperativas e empresas, incentivando a aquisição de veículos mais eficientes e sustentáveis.
Investimentos em Utilities e Infraestrutura
No campo dos investimentos, muitos investidores estão priorizando ações de utilities, infraestrutura e serviços essenciais, buscando reduzir riscos em seus portfólios. Em 2025, o Índice Utilidade Pública, por exemplo, apresentou uma valorização de 65%, superando o crescimento de 34% do Ibovespa. Esse desempenho é impulsionado por receitas previsíveis e por contratos de longo prazo.
O fundo de investimento associado a esse índice começou a ser negociado em 2025 e acumulou uma valorização significativa até o momento. Especialistas acreditam que esse setor pode funcionar como um porto seguro em períodos de volatilidade do mercado, devido à sua capacidade de gerar fluxo de caixa mais estável e o pagamento recorrente de dividendos atrativos.
BRB e a Estratégia de Retorno
Em entrevista ao Estado de S.Paulo, o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou que durante sua gestão não está nos planos a privatização ou federalização do banco. Segundo Souza, qualquer mudança nesse sentido está fora de cogitação enquanto ele estiver no comando da instituição.
Ele também destacou que o BRB está adotando uma estratégia para reverter sua atuação e reafirmar seu perfil como um banco regional, especialmente após as investigações concernentes ao caso Master. Essa mudança visa fortalecer a solidez da instituição e restaurar a confiança dos clientes.
Recorde de Investimentos no Rio de Janeiro
Por fim, o estado do Rio de Janeiro alcançou um marco significativo em 2025, registrando R$ 283,4 bilhões em investimentos de capital privado, conforme dados da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja) e reportado pelo Poder360. Este montante representa um aumento impressionante de cerca de 181% em relação ao ano anterior, quando os investimentos somaram R$ 100,8 bilhões.
Esse resultado é reflexo do capital social de novas empresas que foram abertas e de negócios que ampliaram seus recursos ao longo do ano. A Jucerja também destaca que foram abertas 86.448 novas empresas em 2025, estabelecendo um novo recorde histórico e superando o crescimento registrado no ano anterior.

