Potencial Econômico do Rio de Janeiro em Petroquímica e Fertilizantes
O Rio de Janeiro desponta como um importante polo para o desenvolvimento das indústrias petroquímica e de fertilizantes no Brasil, com capacidade de reduzir a alta dependência do país na importação desses insumos, especialmente para o setor agrícola. Essa perspectiva está detalhada no estudo “Petroquímica e Fertilizantes no Rio de Janeiro 2026”, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e lançado no dia 4, na sede da entidade.
O levantamento da Firjan revela que o Estado possui mais de R$ 25 bilhões em projetos previstos para petroquímica e fertilizantes até 2030. Essa iniciativa não visa apenas o crescimento econômico do Rio, mas também o fortalecimento da cadeia produtiva nacional ligada ao setor químico, destaca Luiz Cesio Caetano, presidente da Firjan.
Redução da Dependência de Fertilizantes Importados
Com o Brasil importando entre 80% e 90% dos fertilizantes consumidos, o estímulo a projetos locais no Rio de Janeiro pode representar um avanço significativo para a soberania industrial. Caetano ressalta o papel estratégico do Estado na diminuição dessa dependência, reforçando que a disponibilidade de insumos e a capacidade tecnológica fluminense são fundamentais para esse processo.
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Durante o evento, Raphael Franco de Campos, vice-presidente Global de Operações da Braskem, destacou a relevância do Rio para as operações da empresa, especialmente no Polo Petroquímico de Campos Elíseos, em Duque de Caxias, onde a Braskem atua desde 1992. Segundo ele, o Rio é uma potência industrial essencial para a expansão da produção e aumento da participação da companhia no mercado.
Desafios e Oportunidades para o Desenvolvimento Regional
Isaac Plachta, presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Químicos para fins Industriais do Estado do Rio de Janeiro (Siquirj), reforça que o Estado pode ir além do atual desempenho nas áreas petroquímica e de fertilizantes. Ele destaca as vantagens logísticas e a infraestrutura disponível, incluindo portos e instituições acadêmicas que podem colaborar para fomentar a inovação e a produção local.
Plachta afirma que o Rio não pode se limitar à extração de petróleo e gás, ressaltando a necessidade de agregar valor e transformar os recursos naturais em produtos químicos competitivos no mercado. Esse movimento contribuiria para consolidar a indústria fluminense como peça-chave na economia nacional.
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Fonte: aquiribeirao.com.br
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Fonte: ocuiaba.com.br
Inovação Tecnológica como Fator Competitivo
Maurício de Vasconcellos Guedes Pereira, subsecretário de Inovação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços do Rio de Janeiro (SEDES-RJ), enfatizou que o avanço tecnológico é vital para aumentar a competitividade das indústrias de petroquímica e fertilizantes. Ele chama atenção para o desafio tecnológico existente, destacando que cerca de 80% das patentes relacionadas a fertilizantes pertencem atualmente à China.
Pereira defende uma maior participação brasileira no desenvolvimento de patentes e inovações para fortalecer o setor local, o que beneficiaria tanto o Rio de Janeiro quanto o país como um todo. Esse foco em tecnologia é apontado como um caminho para ampliar a produção nacional e reduzir a vulnerabilidade frente ao mercado externo.

