O inverno carioca como motor econômico em 2026
O Turismo no Rio de Janeiro durante o inverno de 2026 promete ser um dos principais impulsionadores da economia local. Segundo a Prefeitura do Rio, por meio da Riotur e das Secretarias de Desenvolvimento Econômico e Turismo, a previsão é que a movimentação financeira alcance R$ 7,4 bilhões nos meses de julho, agosto e setembro. Esse crescimento representa uma valorização real de 7,8% em relação ao inverno de 2025, quando o setor movimentou R$ 6,9 bilhões.
Maior fluxo de visitantes e diversificação de atrações
Dados do Observatório do Turismo Carioca – SMTUR-Rio indicam que 2,7 milhões de turistas visitaram a cidade no inverno do ano passado, com 16,1% de visitantes internacionais e 83,9% nacionais. Para 2026, a expectativa é receber 2,8 milhões de turistas, refletindo um aumento de 5% no público nacional e 15% no internacional. Essa elevação é atribuída à consolidação do inverno como uma temporada de grandes eventos e atrações que abrangem cultura, esportes e lazer.
— O Rio de Janeiro é reconhecido mundialmente e o período com temperaturas mais amenas favorece a experiência turística, proporcionando melhor visibilidade para pontos icônicos como o Cristo Redentor e o Bondinho Pão de Açúcar — destaca Daniela Maia, secretária municipal de Turismo.
Eventos de destaque movimentam a economia e atraem turistas
Entre 21 de junho e 24 de setembro de 2026, a cidade sediará uma série de eventos que prometem fortalecer ainda mais o turismo. Entre eles estão o Rock in Rio, a Maratona do Rio, a Bienal do Livro, o Energy Summit, o Orquestra Ouro Preto Vale Festival, as tradicionais festas juninas, a Expo Rio Turismo, o Prêmio Sabores da Orla e o Festival de Inverno, além de iniciativas como o Rio Innovation Week, a Meia Maratona Internacional do Rio, o Mundial de Ginástica Rítmica e o Mondial de la Bière. O encerramento da estação será marcado pelo ROG-e 2026, o maior festival de energia do planeta.
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Esses eventos atraem tanto o público nacional quanto internacional, contribuindo para a movimentação econômica e reforçando o Rio como destino turístico relevante durante o inverno.
Gastos turísticos e impacto econômico detalhados
O cálculo da movimentação econômica baseou-se no gasto médio de R$ 2.208 por turista brasileiro e R$ 4.494 por visitante estrangeiro, conforme estudo “Panorama Turístico – Turismo doméstico e internacional 2025”, do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ). Os valores foram atualizados para maio de 2026, levando em consideração a inflação pelo IPCA e a taxa de câmbio vigente para visitantes internacionais.
Os gastos incluem hospedagem, alimentação em restaurantes e bares, compra de alimentos e bebidas para consumo fora desses estabelecimentos, transporte, deslocamento interno, entretenimento, telecomunicações e compras de produtos como vestuário e lembrancinhas.
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Turismo como vetor de desenvolvimento e emprego
Bernardo Fellows, presidente da Riotur, ressalta que o inverno no Rio deixou de ser baixa temporada para se transformar em um período de intensa movimentação turística e econômica. Segundo ele, o turismo é um vetor fundamental para o desenvolvimento da cidade, gerando empregos e oportunidades em diversos setores.
Para Osmar Lima, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, o fortalecimento do calendário de eventos e a diversificação das atrações têm ampliado a capacidade do Rio em atrair turistas, tanto nacionais quanto estrangeiros, além de impulsionar o turismo de negócios.
— A programação dinâmica e a variedade de opções em diferentes regiões da cidade vêm contribuindo para o crescimento contínuo do setor, consolidando o Rio como um destino atrativo ao longo do ano — destaca o secretário.

