Posicionamento de Zema sobre candidaturas e investigações
Em uma coletiva de imprensa realizada na última quinta-feira (7) na Associação Comercial do Rio de Janeiro, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, fez declarações contundentes sobre a Política nacional. Questionado sobre a diferença entre sua candidatura e a de Flávio Bolsonaro, ambos alinhados ao mesmo espectro político, Zema criticou o PL (Partido Liberal) e sua postura em relação ao Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, muitos integrantes do PL evitam fazer críticas a esta corte por terem pendências, ao contrário dos membros do seu partido, o Novo, que, segundo Zema, ‘não têm rabo preso com ninguém’.
O ex-governador afirmou: ‘Eu tenho questionado e criticado muito o Supremo. Me parece que há muita gente do PL que tem restrições a essas críticas, porque tem questões pendentes no Supremo. Não temos rabo preso com ninguém. Somos um partido pequeno, mas coerente, diferenciado, de quem tem ficha limpa’. Zema também descartou a possibilidade de integrar uma chapa como vice de Flávio Bolsonaro, mesmo diante de pesquisas que indicam uma competitividade maior do senador em comparação a ele.
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Ao comentar a pesquisa Genial/Quaest, que apontou Flávio Bolsonaro como mais competitivo contra Luiz Inácio Lula da Silva em dez estados, Zema disse que respeita os levantamentos. Contudo, lembrou que, em 2018, também aparecia atrás nas pesquisas antes de ser eleito em Minas Gerais, afirmando que as pesquisas não necessariamente refletem o resultado final.
Investigação do Banco Master e crítica à impunidade
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Além de sua posição sobre candidaturas, Zema se manifestou a favor das investigações relacionadas ao caso do Banco Master, em meio à operação da Polícia Federal (PF) que investiga o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Partido Progressista (PP). ‘Esse é um dos grandes problemas do Brasil. Não é a primeira vez que enfrentamos esse tipo de situação. Basta olharmos para trás: já tivemos empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato, além de casos como o Petrolão e o Mensalão. Sou favorável a toda investigação. O Brasil precisa acabar com a impunidade, que sempre existiu e que faz com que novos escândalos continuam acontecendo’, defendeu Zema.
Por fim, Zema se posicionou sobre a questão das tornozeleiras eletrônicas, sugerindo que a violação deste equipamento deve ser tratada como fuga da prisão, defendendo a prisão automática de indivíduos que desrespeitarem essas medidas. Essa declaração é especialmente relevante, considerando o contexto político atual, já que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso em novembro de 2025 após confessar que tentou violar sua tornozeleira eletrônica durante sua prisão domiciliar. A fala de Zema parece buscar uma maior responsabilidade e rigor no cumprimento das leis, refletindo uma demanda por maior segurança e justiça no país.

