Festival Nacional de Economia Popular e Solidária chega ao Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro se prepara para sediar o I Festival Nacional de Economia Popular e Solidária, cuja cerimônia de abertura está marcada para esta quarta-feira, 10 de junho. O evento, que ocorrerá no Pier Mauá, promete ser um marco na promoção de políticas públicas que valorizam a inclusão social e o desenvolvimento econômico baseado em princípios solidários. A programação reúne autoridades, representantes de movimentos sociais, redes nacionais e instituições financeiras públicas, consolidando um espaço de diálogo e construção de alternativas para a economia nacional.
Autoridades e líderes nacionais confirmam presença no evento
Entre os nomes de destaque confirmados para a abertura e os painéis estão Francisco Macena, Ministro em exercício do Ministério do Trabalho e Emprego; Rodrigo Soares, presidente do Sebrae Nacional; e Fernando Zamban, secretário nacional de Economia Popular e Solidária da Senaes/MTE, que conduzirá a mesa de abertura. Zamban destaca que o festival busca colocar a economia solidária no centro do desenvolvimento territorial e nacional, priorizando as pessoas e as relações sociais em detrimento do lucro individual.
Além deles, participam Fernanda Machiavelli, Ministra do Desenvolvimento Agrário; Paulo Henrique Pereira, Ministro do MEMPI; André Machado, presidente da Fundação Banco do Brasil; José Rangel, gerente geral da Petrobras; Gilberto Carvalho, ex-secretário geral da Presidência da República; e o deputado Fernando Mineiro, coordenador da Frente Parlamentar de Economia Solidária no Congresso Nacional. O encontro também contará com representantes de governos estaduais e municipais, além de empreendimentos da economia solidária.
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Programação diversificada estimula debates sobre desenvolvimento e inclusão
O festival se estende até o dia 13 de junho, oferecendo uma extensa programação gratuita e aberta ao público. Na quinta-feira, 11, o seminário nacional “Economia Solidária como Projeto de Desenvolvimento para o Brasil” dará início às atividades, seguido por painéis que discutem temas como “Economia Social e Solidária em Perspectiva Internacional”, “Cooperativismo Solidário”, “Educação Popular e Autogestão”, “Povos Indígenas e EcoSol”, “Sistema Nacional de Finanças Solidárias” e “Clima e Transição”.
Na sexta-feira, 12, o debate foca no “Papel do Estado na Economia Solidária”, com encontros voltados para Mulheres da Economia Solidária, a Rede de Gestores Públicos, a Escola de Autogestão e a participação da juventude no setor. O sábado, 13, fecha a programação com temas como “Educação e Economia Solidária”, “Transição Energética e Justiça Climática”, “Ciência, Tecnologia Social e Economia Solidária” e “Agroecologia para Territórios com Soberania Alimentar”. Oficinas práticas, como CADSOL e Descomplica MEI, também integram as atividades, culminando na plenária de encerramento com a apresentação da “Carta do Rio para a Economia Solidária do País”.
Feira Nacional e Palco Cultural valorizam empreendimentos locais e cultura
Paralelamente aos debates, a Feira Nacional de Empreendimentos Solidários ocorrerá de 11 a 14 de junho, das 10h às 21h, no Pier Mauá. O público poderá conhecer e adquirir produtos de diversos empreendimentos solidários, fomentando a economia local e o comércio justo. Além disso, o Palco Cultural oferece apresentações artísticas ao longo dos dias, fortalecendo a integração entre cultura e economia solidária.
O festival é realizado pela Prefeitura Rio Economia Solidária, UNISOL Brasil, Rede de Gestores, Instituto Paul Singer e Instituto Reinventando Futuros, com apoio e patrocínio de instituições renomadas. A iniciativa destaca o Rio de Janeiro como espaço estratégico para avançar políticas que impactam diretamente a renda, o consumo e a geração de emprego, traduzindo em ações concretas o potencial transformador da economia solidária.

