Feira de Ciências transforma aprendizagem em experiência prática
Na última quarta-feira (4/11), o Colégio Estadual Tenente Otávio Pinheiro Intercultural Brasil-Rússia, localizado na Baixada Fluminense, promoveu sua Feira de Ciências da Natureza e Matemática. Alunos do Ensino Médio participaram de atividades que uniram conhecimento, criatividade e protagonismo estudantil, com foco nas contribuições de grandes cientistas e suas invenções que impactaram a humanidade.
Interculturalidade e ciência na prática
O evento proporcionou uma experiência de investigação científica, com salas de aula e estandes transformados em espaços interativos. Os estudantes e visitantes participaram de jogos e desafios que revelaram a presença da matemática no cotidiano. O objetivo foi aproximar os conteúdos teóricos da vida real, conectando ciência, raciocínio lógico e invenções históricas a situações práticas do dia a dia.
Por meio de experimentos e atividades matemáticas, os alunos exploraram conceitos de Biologia, Física, Química e Matemática, aplicando-os a problemas concretos. Segundo Denize Alves da Silva, diretora-geral da escola, a feira busca formar jovens críticos e conscientes, capazes de contribuir para a sociedade e de compreender o conhecimento como algo sem fronteiras.
Estudantes aprendem sobre trajetórias científicas e cooperação internacional
Para os alunos, a feira foi uma oportunidade de aprendizado dinâmico e colaborativo. Sophia Carvalho da Silva, estudante da 3ª série do Ensino Médio, destacou o valor das dinâmicas variadas para compreender as descobertas dos cientistas que marcaram a história.
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A interculturalidade, característica da escola, ganhou destaque nas atividades sobre a corrida espacial, momento em que avanços científicos dos Estados Unidos e da antiga União Soviética foram explorados. A competição e a cooperação entre essas nações ampliaram o conhecimento sobre o espaço, tema central das apresentações.
Valorização da ciência russa e suas contribuições históricas
Um dos focos da feira foi a tradição científica da Rússia, reconhecida mundialmente nas áreas de matemática, física, engenharia e exploração espacial. Destaque para o matemático Grigori Perelman, que solucionou a Conjectura de Poincaré, e para Leonhard Euler, que desenvolveu importante parte de sua carreira na Academia de Ciências de São Petersburgo. Os estudos de Euler, como o problema das Sete Pontes de Königsberg, ajudaram a estabelecer bases da Teoria dos Grafos.
Ao apresentar cientistas de diferentes nacionalidades ligados à ciência russa, o evento reforçou que o conhecimento é uma construção coletiva da humanidade.
Desenvolvimento de competências e preparação para o Enem
Marcela Rubert, coordenadora pedagógica, ressaltou que a feira fortalece a interdisciplinaridade ao integrar Biologia, Física, Química e Matemática a situações cotidianas. Além disso, a iniciativa contribui para o preparo dos estudantes para o Enem, ao desenvolver habilidades como interpretação, análise e resolução de problemas.
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Fonte: belembelem.com.br
Como escola intercultural Brasil–Rússia, a unidade valoriza as contribuições científicas de diferentes culturas, promovendo uma aprendizagem que ultrapassa o ambiente escolar e prepara os alunos para os desafios acadêmicos e da vida.
Sustentabilidade e criatividade no centro das atividades
Outro ponto da proposta foi o incentivo à consciência ambiental. Muitos dos materiais usados para construir jogos, cenários e recursos pedagógicos foram reaproveitados, como papelão, tampinhas e garrafas PET. Essa prática associou o desenvolvimento científico com a responsabilidade socioambiental, estimulando a criatividade, o consumo consciente e a economia circular.
Denize Alves da Silva reforçou que a Feira de Ciências vai além da exposição de trabalhos: é uma chance de transformar o conhecimento em experiência, despertando a curiosidade e o protagonismo dos estudantes.
Ciência como construção coletiva e global
Ao combinar ciência, matemática, tecnologia, história e sustentabilidade, o evento ofereceu uma aprendizagem que estimulou o raciocínio lógico, a investigação e a expressão de ideias. A mensagem central foi clara: a ciência não pertence a um único país. Ela nasce da curiosidade e da colaboração de pessoas de diferentes partes do mundo.

