Mudança para um Novo Modelo de Pagamento
O estado do Rio de Janeiro avança em direção a uma gestão financeira mais saudável ao ser autorizado pelo governo federal a sair do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e ingressar no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). A decisão, anunciada na última terça-feira (5), promete uma significativa diminuição no pagamento mensal da dívida, que cairá de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões, segundo estimativas do Tesouro Estadual. Essa reconfiguração do montante a ser pago representa uma esperança de alívio para as finanças estaduais.
Entretanto, para que essa adesão se concretize, o estado ainda precisa cumprir algumas etapas essenciais. A análise de questões jurídicas está sendo realizada pela Secretaria de Fazenda, em colaboração com a Procuradoria Geral do Estado. O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira anterior (29), buscando alinhar detalhes sobre a entrada no programa, o que permitirá um respiro nas contas públicas do Rio de Janeiro.
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Ativos para Abatimento da Dívida
Ainda dentro dos esforços para efetivar essa transição financeira, o governo do estado está focado na avaliação dos ativos que poderão ser utilizados para a redução da dívida no momento de adesão ao Propag. A expectativa é que essa análise contribua para a preparação necessária e a finalização do processo até o final de junho. O secretário da Fazenda, Guilherme Mercês, destacou a importância do programa, afirmando: “O Propag viabiliza o fluxo de caixa do estado, permitindo conciliar as parcelas da dívida com outras despesas necessárias ao funcionamento das políticas públicas”.
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A mudança representa uma nova fase para a economia do Rio de Janeiro, que busca não apenas a sanção de suas dívidas, mas também o fortalecimento de suas finanças, possibilitando maior investimento em serviços essenciais e na melhoria da qualidade de vida da população. A adesão ao Propag é vista como uma oportunidade para reverter anos de dificuldades econômicas e uma forma de restaurar a confiança e a estabilidade financeira do estado.
Além disso, a expectativa é que essa nova configuração de pagamentos permita ao estado alocar mais recursos em áreas prioritárias, como saúde, educação e segurança, setores que historicamente enfrentam desafios devido à falta de recursos financeiros. Dessa forma, a adesão ao Propag não se limita a uma simples renegociação de dívidas, mas representa uma estratégia para reorientar as finanças públicas e colocar o estado em um caminho mais sustentável e produtivo.

